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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Fica comigo - cães que sofrem sem os donos

Essa matéria foi publicada na revista Saúde é Vital (http://saude.abril.com.br/) edição 268 de dezembro de 2005.

Um cão pode morrer de saudade, sim. Literalmente. A vendedora Márcia Regina Adell que o diga. Quase perdeu seu schnauzer quando foi para os Estados Unidos. "Assim que soube que Peter foi internado, voltei para São Paulo e ele ficou novo em folha", conta. Nem é preciso ir tão longe para provocar uma crise. Basta deixá-lo sozinho em casa durante horas todos os dias. É que o animal, independentemente da raça ou da idade, encara isso como abandono. "Para o cão, que é social por natureza, ficar longe do dono é traumático, causa sofrimento", diz a psicóloga e veterinária Hannelore Fuchs, especialista em comportamento animal. E aí, não dá outra: ele interage menos, fica estressado e pode até chegar ao esgotamento nervoso. Tanta dependência é coisa séria, mas nem todos reagem da mesma maneira à ausência do dono. Poodle e yorkshire são algumas das raças mais carentes.

OLHE AQUI, PRESTE ATENÇÃO!

Se o seu amigo anda solitário e já dá mostras de apatia, abra o olho. Um simples desânimo pode progredir para depressão, falta de apetite e doenças causadas por vírus e bactérias, além de dermatite e gastrite. Sem contar outras mudanças de comportamento. "Ele simplesmente deixa de brincar ou de roer ossos. E, se ele só se alimentar quando o dono estiver em casa, a situação é grave", avisa Rossi. A saída, nesse caso, é um tratamento sério, que passa até por antidepressivos. Para evitar que a situação chegue a esse ponto, o dono deve adotar medidas diárias que aliviem a tensão do animal, como levá-lo para passear. "Estabelecer essa rotina é garantia de que vai ver outras pessoas e interagir com elas", explica a adestradora e especialista em psicologia canina Cláudia Pizzolato, da Lord Cão, no Rio de Janeiro. E nada de exagerar na atenção. Ficar 24 horas ao lado do animal também faz mal. "Ele deve se acostumar aos momentos de solidão, senão entrará em pânico quando isso acontecer", explica Rossi.

SOLIDÃO, QUE NADA

Não deixe que o isolamento faça mal ao seu amigo:

- Ter outro cão ou mesmo um gato pode aliviar o estresse provocado pela sua ausência. Antes de comprar outro pet, porém, consulte um especialista em comportamento animal.
- Uma diarista pode ser uma boa companhia, mas uma creche ou mesmo a casa de amigos ou parentes também são alternativas no caso de você precisar se ausentar por mais tempo.
- Procure sair e chegar em casa naturalmente, sem fazer alarde. Pedir desculpas antes de sair ou fazer festa sempre que volta só vai aumentar a ansiedade.
- Interaja com o cão no lugar onde ele fica preso quando está só. Sentir o cheiro do dono dá mais conforto e segurança.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Não tivemos 1º de abril aqui no blog

Muitos sites fizeram brincadeiras de 1º de abril e publicaram notícias falsas (nada grave, até onde soubemos), que foram desmentidas no dia seguinte. Gostaríamos de enfatizar que nós da Lord Cão *não* compactuamos com essa prática, e até achamos bem esquisita essa mania de passar "trotes virtuais". Portanto caros leitores, *todas* as nossas notícias são e sempre serão *verdadeiras*, inclusive as postadas no dia 1º de abril. Isso vale para as notícias de 2008, dos anos passados e dos anos seguintes, certo? Vocês não precisam se preocupar em voltar aqui no blog no dia 2 de abril *só* para checar a veracidade das informações. Mas é claro que vocês *devem* voltar para ler as novidades, tanto no dia 2, quanto no dia 3, no dia 4, no dia 5...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Chegamos aos 700 hits!

Vocês não sabem o quanto nos deixam felizes quando entramos no blog e notamos que já recebemos outras 100 visitas! Obrigado a todos pelos 700 hits! E continuem mandando sugestões e comentários para o nosso livro de visitas (guestbook) ou para o e-mail sandra@lordcao.com.br. Adoramos quando vocês participam ativamente e temos nos esforçado para acatar todas as suas solicitações o mais rapidamente possível!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Lord Cão na Ana Maria Braga

Essa reportagem foi ao ar no programa Mais Você de Ana Maria Braga (http://maisvoce.globo.com/), em 30/08/05. Alguns dos produtos que foram citados na época não estão mais disponíveis, e por isso não estão inclusos no resumo abaixo. Os demais podem ser encontrados no site http://www.bitcao.com.br/.

Os seus cachorros são bem educados ou eles ficam zangados e fazem pirraça quando você não faz o que eles querem? É, tem muito cachorro que faz pirraça, faz xixi em lugares proibidos, tudo para provocar o dono. A Rosana Esteves mandou um e-mail para o programa porque ela não sabe mais o que fazer para impedir que o cachorro faça as necessidades pela casa toda... Entre os pedidos que a gente recebe este é o que mais aparece: como tirar cheiro de cachorro de dentro de casa! E é o cheiro de xixi que mais marca.

Então eu pedi para que alguém que estivesse muito habituada a tratar desse problema que viesse aqui para dar umas dicas: Cláudia Pizzolatto, dona de uma loja com produtos para animais de estimação (a Lord Cão e a BitCão). Vimos alguns produtos específicos para limpar xixi e cocô de cachorro. A dica caseira, que é usar água, sabão e vinagre, ajuda a diminuir o odor mas só vai fazer efeito se usar muitas, muitas vezes. Pode se usar água sanitária também. A dificuldade é que esses produtos não quebram a molécula que serve de referência para o olfato dos animais. E se ele sente o cheiro você já sabe: ele faz de novo...

Quem tem chão de tábua corrida nem imagina que as frestas entre uma tábua e outra podem esconder um quantidade enorme de "material" indesejado. O mesmo acontece para quem tem chão de piso frio, do tipo cerâmica, onde os restinhos de xixi acabam penetrando no rejunte. Mármore e granito são muito porosos e podem reter restinhos de xixis. Rodapés também são uma armadilha.

PRODUTO PARA LIMPEZA: Eliminador de odores Enzimac

Um produto especialmente formulado para eliminar odores de urina e fezes que só os cães conseguem sentir, com enzimas que destroem completamente as moléculas que causam este odor. Não é um mero desinfetante. (Vejam mais detalhes em http://www.bitcao.com.br/description.php?II=34&UID=20080401040607189.1.7.89)

PRODUTO PARA LIMPEZA: Eliminador de odores Smell Less (esse produto foi substituído pelo Enzilimp, que possui as mesmas características do Smell Less)

Totalmente seguro para animais e pessoas, inclusive crianças, o Smell Less (agora Enzilimp) possui microorganismos encontrados comumente no solo que se alimentam da urina dos animais. Basta diluir na proporção indicada e aplicar no local. Em poucos minutos todo o cheiro do xixi desaparece, sem precisar usar sabão, creolina, ou desinfetante. Pode ser usado em qualquer tipo de piso, em caixa de areia de gatos, canil, gaiolas de hamsters, coelhos, pássaros, etc. (Vejam mais detalhes em http://www.bitcao.com.br/description.php?II=30&UID=20080401040607189.1.7.89)

Leiam a reportagem completa em: http://maisvoce.globo.com/variedades.jsp?id=9682

Você sabe o que seu cachorro está pensando?

A matéria é da Veja (http://veja.abril.com.br/) edição 1969 de 16 de agosto de 2006.

O cão é o melhor amigo do homem há 12.000 anos. Nenhuma amizade duraria tanto não fosse construída sobre a sólida base de compreensão mútua e companheirismo. O animal vive em nossa casa, ajuda no trabalho do campo, serve de vigia, brinca com as crianças e nos recebe com festas no fim do dia. Enfim, é praticamente um membro da família. Não é difícil entender por que muita gente, encantada com as habilidades do animal, se deixa convencer de que seu bicho de estimação compartilha sentimentos tipicamente humanos, como ciúme, inveja, vaidade e até algum tipo de pensamento canino. Bem, para início de conversa, é bom dizer logo que cão não pensa. A noção de pensamento está ligada à capacidade de conceituar e abstrair o mundo que nos rodeia e de utilizar a linguagem. "Por esse critério, só o homem é capaz de pensar", observa Renato Sabbatini, neurocientista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e fundador do primeiro laboratório a estudar as bases neurológicas do comportamento animal no Brasil.

Já inteligência é outra história. Uma definição bem-aceita de inteligência a caracteriza como a capacidade de resolver problemas empregando processos cognitivos como memória, aprendizado, raciocínio e comunicação. Com certeza o comportamento dos cães demonstra fortes indícios de inteligência – mas até onde pode chegar a compreensão desses animais?

A habilidade de responder prontamente ao menor gesto ou aos sinais de alteração de humor de uma pessoa faz com que se tenha a impressão de que o cachorro é capaz de entender como seus donos pensam. "Na realidade, o cão não consegue interpretar os pensamentos e sentimentos do homem, apenas responde aos sinais externos emitidos por ele", disse a VEJA o psicólogo americano David Premack, especialista em comportamento animal da Universidade da Pensilvânia. Uma pesquisa feita no ano passado pela americana Alexandra Horowitz, da Barnard College, em Nova York, concluiu que os caninos têm uma forma muito rudimentar da chamada "teoria da mente" – que se refere à habilidade de um indivíduo de se colocar no lugar do outro. Eles são capazes de projetar no homem percepções e intenções, desde que isso dependa apenas de uma análise do ambiente que os cerca. Por exemplo: um cão consegue avaliar se determinada comida está fora do alcance de seu dono, para roubá-la sem ser notado, e pode tentar pegar a comida antes, se perceber que a intenção do dono é disputá-la.


MITO: OS CULPADOS
A associação com o homem representou uma tremenda vantagem na luta pela sobrevivência. A adaptação canina foi tão completa que certas características do comportamento humano foram de fato transmitidas para o cão. Mas, também nesse aspecto, é prudente não exagerar. "Meus cachorros sabem muito bem quando fazem algo errado e se sentem culpados", diz Carla Rosanova Sotto, funcionária pública em Brasília e dona de um boxer e dois poodles. Certa vez, quando dava uma festa, ela entrou na cozinha e encontrou os petiscos e canapés espalhados pelo chão. "Não havia nem sinal dos cães, porque nessas ocasiões eles saem de mansinho, se escondem e, quando me encontram, desviam o olhar", diz Carla. Ela define o comportamento deles como "envergonhado". Não é nada disso. "Eles sabem que vão levar uma bronca porque percebem que o dono está nervoso ou porque, no passado, aprenderam que, quando ele entra na cozinha e há bagunça no chão, são castigados", explica o zootecnista Alexandre Rossi, especialista em psicologia canina e um dos responsáveis por uma pesquisa que reuniu mais de 1.000 relatos de donos de cachorros sobre as habilidades de seus cães. Em experiências que simularam situações desse tipo, nem sempre o animal que se escondia ou colocava o rabinho entre as pernas tinha sido o responsável pela bagunça.

MITO: OS CIUMENTOS
Os cães têm apenas emoções simples, como alegria e tristeza. Para sentir vergonha ou culpa (ou ciúme) seriam necessários raciocínios complexos e julgamento de valor, que eles não são capazes de fazer. Por isso, também não adianta esfregar o focinho do cachorro na bagunça e gritar com ele, para que aprenda a não fazer mais isso, como muita gente acredita. O animal simplesmente não é capaz de compreender que ao apontar a bagunça você está querendo mostrar sua irritação com algo que ele fez no passado. A punição só tem efeito se ele for pego no flagra. "A memória de longo prazo do cachorro é limitada e não lhe permite associar a bronca com algo que fez uma ou duas horas atrás", disse a VEJA o psicólogo americano Clive Wynne, da Universidade da Flórida, autor do livro Animais Pensam?.

MITO: OS VINGATIVOS
O mesmo raciocínio vale para a crença de que alguns cães tomam atitudes vingativas. "Lola" e "Napoleão", a dupla de basset hounds do administrador de empresas Denis Jorge, roeram a fiação e o reboco das paredes quando, por uma mudança em sua rotina profissional, ele reduziu as caminhadas diárias que fazia com os animais. "Foi uma forma de protestar para eu retomar os passeios", entendeu Denis. Mais uma vez é uma interpretação humana para um comportamento canino. "Ficar sozinho provoca ansiedade no cão e, como não há ninguém para impedir, ele extravasa fazendo coisas que lhe dá prazer", disse a VEJA o psicólogo americano Stanley Coren, da Universidade de British Columbia, no Canadá, autor do livro Como Pensam os Cães. Roer libera dopamina no cérebro do animal e o faz se sentir bem. Se a vítima é aquele sapato que custou os olhos da cara é porque o calçado provavelmente tem um cheiro familiar. Na ausência do dono, os cachorros buscam interagir com objetos que evocam a sua presença.

MITO: OS VAIDOSOS
Os cães têm uma percepção do mundo a sua volta bem diferente da humana. Enquanto 70% das informações recebidas pelo homem são visuais, os caninos se guiam principalmente pelo olfato e pela audição. A quantidade de células receptoras do olfato em um cachorro é quarenta vezes maior e seu ouvido consegue captar sons que estão a uma distância quatro vezes maior que a percebida pelo homem. Isso significa diferenças tão profundas que muitas vezes escapam à compreensão do dono do animal. "A 'Kika' é muito vaidosa, adora coisas de menina como roupas cor-de-rosa", diz a curitibana Sonia Mocelin Schiller, sobre sua cadelinha lhasa apso. Bem, o olho canino só percebe alguns tons de cores. Cães não se sentem bonitos ou feios. Na verdade, sua autoconsciência é limitada. A satisfação da cadelinha Kika nada tem a ver com a roupinha feminina. O cão fica alegre porque seus donos reagiram da mesma maneira. Engana-se quem acha que o seu cachorrinho tem ciúme do bebê porque pensa que o dono gosta mais do recém-chegado. Tudo o que ele consegue identificar é que alguém está recebendo uma atenção que ele gostaria de ver dirigida para ele. Cachorro, apesar das aparências, não é gente.

(Abaixo há um *excelente* resumo que foi publicado juntamente com a reportagem. Vale a pena guardar para futuras referências. Cliquem na figura para ampliar.)

Leiam a matéria completa em: http://veja.abril.com.br/160806/p_102.html

Quanto mais o dono mima, mais o cão manda

A matéria é da Veja (http://veja.abril.com.br/) edição 2035 de 21 de novembro de 2007.

Tem humano que é cego. Os adestradores avisam: quanto mais o dono mima, mais o cachorro manda nele. E ainda dá risada.

Eles são mimados, incoerentes, indisciplinados e não conseguem seguir regras. Estão dispostos a qualquer coisa para conseguir amor incondicional, inclusive a entregar o sofá, a cama, a casa e o controle total de suas vidas. Esse é o retrato que emerge de boa parte dos donos de cachorros quando se fala com conhecedores dos segredos mais íntimos da relação entre humanos e caninos: os adestradores. Desde que os cães saíram do quintal e entraram para a família, o adestrador é a última esperança dos donos de sapatos de grife destruídos, móveis de design irremediavelmente roídos, tapetes orientais malcheirosos e de vizinhos furiosos. "Um dos grandes problemas que nós enfrentamos é o temperamento dos donos. A maior parte tem cachorro só para mimar. Eles sabem o que precisam fazer, mas amolecem", constata o adestrador paulista Alexandre Rossi. "É comum o dono passar o dia inteiro fora de casa, sentir-se culpado de deixar o bicho sozinho e não repreendê-lo quando vê algo errado", concorda seu colega José Roberto Júnior. É aí que o adestramento desanda e, em casos extremos, a casa cai.

Não é realmente fácil ter disciplina, espírito de liderança, autoconfiança e eventualmente até um certo rigor para não ceder às chantagens emocionais que os caninos aprendem rapidamente a fazer, mesmo quando se recusam a seguir um comando. Todo humano responsável por um canino conhece a lição número 1, mas não custa repeti-la. "Cachorros viviam em matilhas. Eles precisam ter claro quem é o líder para respeitá-lo. E vão testar essa liderança no dia-a-dia", explica Alexandre Rossi. E a número 2. "O cachorro obedece por troca, seja para evitar, seja para ganhar alguma coisa. Quem não souber lidar com esse acordo não será obedecido", ensina.

Uma das regras mais difíceis de entrar na cabeça dos donos é a que estabelece uma simulação de indiferença ao chegar em casa. Em vez de se derreter e anunciar que "mamãe (ou papai) chegou", o correto é fazer de conta que você não está morrendo de vontade de que seu cão dê todos os sinais tradicionais de alegria – só assim ele vai aprender a não pular em cima da tia que morre de medo de cachorro ou da visita de cerimônia. Nos casos em que o estrago já foi feito, é preciso orientá-lo com coleira e firmeza. "Cachorros que ganham muito carinho precisam do dobro de repetição dos comandos", diz o adestrador Luis Oliveira.

Quem não consegue conciliar disciplina com afeto deve ter em mente que os cães se sentem felizes quando se encaixam na ordem natural das coisas (a matilha, lembram-se?) e cumprem seu papel. Eles também precisam de rotina e de ocupação, como passear na rua, com guia, ou se jogar no imemorial passatempo de correr atrás da bola. "Para quem não tem tempo, quinze minutos jogando bolinha para o cachorro todo dia já melhora a qualidade de vida dele", aconselha o adestrador carioca Elber Martins do Nascimento. Também faz parte das regras de disciplina não dar comida ao cão à mesa durante as refeições (se achar que merece um petisco, dê no quintal ou na área de serviço) e não deixar nenhuma sujeira ocorrida sob seus olhos passar em branco (depois do acontecido, não adianta brigar – o bicho não saberá relacionar as coisas). Em resumo: dono de cachorro precisa mostrar quem manda, e mandar do jeito certo. "Ele tem de participar da maioria das aulas e pôr os comandos sempre em prática, senão é dinheiro jogado fora. Perder tudo o que foi ensinado leva menos de um mês", diz Rossi.

(A figura abaixo é um resuminho nota 10, que foi publicado nessa mesma reportagem. Vamos colocar em prática, OK pessoal? Cliquem na figura para ampliar.)

Leiam a matéria completa em: http://veja.abril.com.br/211107/p_128.shtml

A Supernanny dos cães

A matéria é da Veja (http://veja.abril.com.br/) edição 2052 de 19 de março de 2008.

Um reality show inglês mostra que os problemas dos bichos começam nos donos.

Dois anos atrás, o casamento dos galeses Mandy e Martin estava em crise. O casal e seus dois filhos adolescentes mal se falavam. De tão anti-social, a família já não recebia visitas. As coisas também não iam bem na cama: Martin não conseguia tocar a mulher – quanto mais fazer amor com ela. A razão de tanta discórdia tinha um nome: Teddy Pom-Pom. Que vem a ser um cão da raça lulu-da-pomerânia. Adotado como mascote por Mandy, ele se revelou uma besta-fera. Avançava contra quem se aproximasse da dona. E fazia o que bem entendesse em casa, inclusive urinar na cama do casal. Situações como essa são o mote do programa Ou Eu ou o Cachorro. A criação do Channel Four inglês, retransmitida no Brasil pelo GNT, é uma variante da fórmula do Supernanny, aquele reality show em que uma babá socorre pais que perderam as rédeas dos filhos (os produtores, aliás, são os mesmos). Só que as "crianças-problema" são os cães. E, no lugar da babá, entra em cena uma adestradora, a inglesa Victoria Stilwell. Ela lida com questões que afligem qualquer um que tenha cachorro: necessidades feitas fora do lugar, compulsão por roer objetos, agressividade e manias. Tudo elevado a níveis exponenciais. Victoria faz pose de durona, mas usa é da psicologia para tratar dos bichos – e de seus donos.

Somente no Brasil, há 29 milhões de cães de estimação. Os animais marcam presença de forma esporádica nas novelas, nos telejornais e programas de auditório. E compõem um nicho na TV paga. O Animal Planet exibe desde um reality show sobre os bastidores das competições caninas até uma série sobre as diferentes raças. No GNT há uma gincana bizarra intitulada Meu Cão É Tão Gordo Quanto Eu, na qual bichos e donos acima do peso têm de entrar em forma juntos. Nenhum desses programas, contudo, tem o apelo universal de Ou Eu ou o Cachorro. Para além de mostrar como se doma um schnauzer ensandecido ou um pequinês rabugento, o que está em pauta são as fraquezas dos humanos que lidam com eles.

O que se vê é estarrecedor. Um marido sai de casa para trabalhar e deixa a mulher e a filha de colo à mercê de dois labradores que são verdadeiros monstros. Como ninguém tem tempo para passear com os bichos, eles extravasam sua ansiedade enganchando-se nas pernas das pessoas e destruindo tudo. A primeira providência da adestradora é obrigar o sujeito a passar horas num cubículo como aquele em que prendia os cães. "Antes de arranjar um cachorro, a pessoa deve refletir se isso será compatível com seu estilo de vida. E, claro, se terá paciência para educá-lo", disse Victoria Stilwell a VEJA. Outro problema é que muitos donos usam os bichos como muleta psicológica. O comportamento hiperativo de uma bichon frisée decorria do fato de sua dona tê-la mimado como a filha que não teve. O caso de Teddy Pom-Pom é semelhante. "A dona tratava o cachorro como uma criança e não via que isso estava destruindo a família", completou Victoria. A Supernanny canina colocou Teddy Pom-Pom na linha em questão de dias. No fim do programa, o lulu parecia uma lady.

Leiam a matéria completa em: http://veja.abril.com.br/190308/p_138.shtml

Como os animais pressentem coisas?

A matéria é da Superinteressante (http://super.abril.com.br) edição 217 de setembro de 2005.

Da primeira Super até hoje, a ciência decifrou vários enigmas e mudou a cara do planeta. Nesses 18 anos, assistimos ao nascimento dos primeiros animais clonados, vimos o surgimento de campos novos como a nanotecnologia e tivemos o mundo inteiro conectado pela internet - só para mencionar alguns avanços. Mas ainda sobraram questões para infernizar os cientistas, problemas sem solução sobre o Universo ou a natureza de nossa própria mente.

COMO OS ANIMAIS PRESSENTEM COISAS?
A quantidade surpreendentemente baixa de animais mortos no tsunami que varreu a Ásia no final de 2004 inspirou novas discussões sobre uma dúvida antiga: como funcionam os sentidos dos bichos? Melhor que os nossos, certamente, já que as pessoas não foram capazes de prever nem de fugir da onda gigante. Quase sempre, é possível encontrar explicações razoáveis para cada espécie, sem recorrer a nenhum hipotético "sexto sentido". Bigodes de gatos, por exemplo, podem perceber ínfimos deslocamentos de ar ou um toque equivalente à milésima parte do peso de um fio de cabelo. Mesmo assim, os feitos dos animais obrigam os cientistas a atualizar freqüentemente o que sabem. Foi a partir dos anos 90 que se admitiu que o olfato dos cães chega a ser 1 milhão de vezes mais aguçado que o humano, embora a estrutura cerebral responsável por esse sentido seja "apenas" 40 vezes maior que a nossa.

Leiam a matéria completa "18 coisas que não fazem sentido" em: http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_89939.shtml?pagina=1
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