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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bichos comportados e sem castigo

Do site da Revista AnaMaria.

Nada de tapas ou vassouradas: ele pode aprender "boas maneiras" sem ser maltrado.

Latas reviradas, xixi no lugar errado, objetos mordidos... Às vezes seu cachorro ou gato tem atitudes não muito educadas, não é mesmo? E se você dá umas palmadas (isso é absolutamente desnecessário), depois fica com peninha. Se você quer educar seu bicho sem traumas, o adestrador e zootecnista Alexandre Rossi dá a dica: “Ganhe o respeito do bicho mostrando que nada é de graça e que ele só conseguirá recompensas se tiver um bom comportamento”. Enquanto não inventam uma Supernanny de animais (Ué!!! Mas já inventaram faz teeempo, desde 1997!!! Nós, as treinadoras da Lord Cão, claro!!!), confira as dicas para educar seu cachorro ou gato com carinho e respeito.

Xixi no lugar certo

Você chega cansada da rua e, mal abre a porta, já vê aquela mancha amarela no tapete ou no sofá. Parece que eles fazem de birra, né? (Parece, mas *não* é birra de forma alguma. Esse xixi no local errado pode significar várias coisas, de falta de treinamento a estresse). Ao contrário do que muita gente pensa, bater no bicho ou esfregar o focinho deles no “local do crime” não adianta. “Ele não vai saber por que está apanhando”, alerta o adestrador Alexandre Rossi. O melhor é prevenir a surpresa: acostume seu cão desde pequeno a fazer xixi durante um passeio. (Isso só vale se o dono tiver disponibilidade de sair com o cachorro de 4 a 6 vezes por dia, todos os dias, faça chuva ou faça sol, durante toda a vida. Caso contrário, deve-se ensinar o cão a fazer as necessidades dentro de casa mesmo, no jornal, no tapete higiênico ou na bandeja sanitária). Em geral, eles fazem isso após as refeições (e também depois de acordar, de brincar e de se exercitar).

Nada de mastigar plantas

Para evitar que seu bicho transforme as plantas em salada, borrife água com cravo e canela nos vasos - eles detestam o cheiro desses condimentos. (Verifique antes com o veterinário se o animal não é alérgico a esses produtos. Uma boa alternativa é usar o repelente para plantas à venda no site da BitCão).

Fim ao lixo revirado

Se você largou a tampa da lixeira aberta, não tem do que reclamar. Antes de mudar os hábitos do seu bicho, mude os seus: coloque um tijolo ou peso de porta na tampa do lixo. E, se pegar seu cão no flagra, fale grosso com ele (nada de violência, não precisa bater).

Faça barulho ou borrife água

Tenha sempre à mão um borrifador de água ou uma garrafa pet cheia de moedas. Quando seu cachorro ou gato se comportar mal, borrife água nele à distância ou faça barulho com a garrafa. “É o jeito mais eficaz”, diz o adestrador. Essa solução causa desconforto, mas não machuca o bicho.

Recompense-o

Em vez de reparar apenas nas coisas que seu bicho faz de errado, comece a prestar atenção nos acertos dele. Toda vez que ele fizer algo certo, dê um biscoito gostoso, agrade-o ou escove os pêlos dele. Fazer carinho é bom para vocês dois: ele ficará mais bem-educado e você poderá demonstrar seu amor por ele.

Prolongue a vida do seu cão

Do site da Revista AnaMaria, com dicas muito legais para manter seu cão saudável por mais tempo.

Saiba quais são as 7 atitudes que fazem seu cachorro sentir-se mais saudável, feliz e bem-disposto.

Sabe aquele papo de que cada ano de vida do cão equivale a sete do ser humano? É lenda. “Comparar a expectativa de vida de espécies tão diferentes é uma tolice”, afirma o veterinário José Mouriño, da clínica Pet Place, em São Paulo. Para prolongar a vida do seu animal, ofereça carinho, atenção e uma rotina saudável. De acordo com a veterinária Dondi Dahlgaard, autora do livro DogAge (“A Idade do Cão”, ainda sem versão em português), o mais importante para retardar o envelhecimento do cachorro é controlar seu peso. Para manter seu amigão jovem por mais tempo, AnaMaria separou os principais conselhos de DogAge, Confira as melhores dicas do livro, comentadas pelo veterinário José Mouriño, para que seu amigo tenha energia de sobra!

. Deixe seu cão magro. A cintura deve manter-se sempre aparente. A obesidade pode causar problemas ósseos e nas articulações, além de diabetes e hipertensão. Benefício: 1,8 ano mais jovem.

. Invista em ração de boa qualidade e evite ao máximo oferecer comida humana. A comida humana não contém os nutrientes necessários, prejudica os dentes e pode ser muito calórica. Benefício: 6 meses mais jovem.

. Mantenha as vacinas em dia. Prevenir doenças é sempre o melhor tratamento. Benefício: 6 meses mais jovem.

. Castre seu animal. Previne câncer de mama, de testículos e de próstata. Benefício: 6 meses mais jovem. (Alguns estudos mostram que a castração prolonga em até 3 anos a vida saudável dos cachorros e cadelas).

. Escove semanalmente os dentes do seu cão. Evita que bactérias da boca migrem e provoquem doenças. Benefício: 6 meses mais jovem.

. Estimule-o a fazer exercícios todos os dias. Caminhada, brincadeiras e corrida ajudam na manutenção do peso e na integração social. Benefício: 6 meses mais jovem.

. Evite acidentes dentro e fora de casa. Reserve um local abrigado para ele e leve-o à rua com guia. Benefício: 1,3 ano mais jovem.

Para prolongar a vida do seu cão, é importante dar carinho e atenção, além de manter uma rotina saudável

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Comportamentos estranhos no cão

Do site da Revista Saúde é Vital.

Se da noite para o dia seu cão passou a chorar boa parte do tempo, deixou de brincar e perdeu o apetite, saiba que esses sinais nem sempre significam depressão ou estresse, como podem parecer à primeira vista. Mudanças bruscas de comportamento às vezes denunciam problemas de saúde insuspeitados.

Será que ele anda carente de atenção? É a pergunta que muita gente se faz quando o amigão chacoalha a cabeça de um lado para o outro sem parar e choraminga pelos cantos. Só que esse comportamento, fique você sabendo, é típico de uma bela otite, a inflamação de ouvido. Outra alteração que costuma dar um nó na cabeça do dono é a inatividade repentina. O bicho, que vivia correndo de lá para cá, só quer saber de ficar parado. Cansou de brincar? Nada disso. O mais provável é que esteja com dor na coluna ou, pior, com uma artrose daquelas, que leva a um desgaste nas cartilagens ósseas. E, se o seu companheiro agora só busca refúgio nos ambientes mais quentes da casa ou prefere passar horas sob o sol, desconfie de hipotireoidismo, a baixa produção de hormônios pela tireóide. É que o metabolismo fica mais lento e a temperatura corporal tende a cair, o que o torna friorento.

Pois é, não dá para minimizar mudanças de atitude ou atribuí-las à vontade pura e simples de chamar a atenção. Por trás delas pode estar todo tipo de encrenca, de anemia a verminose, de diabete a doença cardiovascular. O animal tenta comunicar o que está errado deixando de comer direito, chorando alto ou mesmo lançando ao dono um olhar cabisbaixo, conta o veterinário Daniel Guimarães Gerardi, que também é professor na Universidade União Pioneira da Integração Social, em Brasília, no Distrito Federal.

Sintomas físicos também enganam. É o caso de uma crise de tremedeira, que pode ser confundida com frio excessivo e, na verdade, às vezes indica um quadro convulsivo da epilepsia. Já tosses noturnas sugerem um problema cardíaco, e não uma gripe. E a sede excessiva e injustificável, sobretudo se o cão for sedentário, deve acender o alarme do diabete.

Se você notar qualquer alteração no humor e nos hábitos, procure um especialista, orienta o veterinário Alexandre Gonçalves Teixeira Daniel, de São Paulo. Ou seja, a regra de ouro é observar seu animal com toda a atenção e saber que nem sempre o que ele pede é (apenas) carinho. Às vezes, ele precisa é de remédio mesmo.

VALE IR AO VETERINÁRIO SE O CÃO...
· Chora muito
· Vive chacoalhando a cabeça
· Anda curvado
· Respira ofegante mesmo parado
· Não sobe ou desce escadas ou evita qualquer outro lugar alto
· Tosse demais durante a noite
· Bebe água sem parar
· Fica sempre perto de você
· Tem crises de tremedeira
· Freqüentemente procura os locais mais quentes da casa

Liana Menegheti, de 39 anos, notou que a poodle Laila, de 4, costumeiramente alegre e brincalhona, andava cabisbaixa e apática. Em vez de achar que era tristeza e só enchê-la de dengos, foi ao veterinário. Sorte de Laila. Ele diagnosticou uma inflamação na glândula ad-anal, localizada sob o rabo, também conhecida como glândula do medo. E Laila já está sendo tratada.

Diferenças entre as raças de cachorro

Esse pequeno questionário interativo do site do Portal G1 é bem simples, mas ainda assim interessante. Fornece a característica mais marcante de 6 raças de cães, para ajudar os donos a escolher qual delas seria mais adequada ao estilo de vida da família.

Para conhecer os perfis comportamentais completos de dezenas de raças, basta visitar o site da Lord Cão, clicando aqui.


CLIQUEM AQUI: Questionário Interativo - Raças de Cães

Adoção difícil para cães com deficiências

Do site do Portal G1.

Quem adota um animal deficiente diz que o mascote é "igual a qualquer outro". Dona diz que não adianta ficar com pena, é preciso dar chance ao bicho.

Quando o operador de telemarketing Kleber Alves, de 26 anos, levou a vira-lata Charlote para casa, há sete meses, achava que a nova mascote da família iria dar muito mais trabalho que um bicho de estimação comum, porque a cachorra não tem a pata esquerda da frente.

O jovem nunca tinha cuidado de um animal de estimação com limitações, mas percebeu que a ausência da pata não fez de Charlote um animal apático. “Ela é fujona e adora correr atrás da molecada do prédio. Às vezes, ela tropeça, principalmente quando está correndo e vai parar. Acho que é porque não tem muito apoio”, conta Alves, fazendo questão de mostrar que a mascote contrariou suas expectativas e se mostrou um animal “normal”.

Charlote já nasceu com a deficiência e foi abandonada ainda filhote em uma feira de adoção de animais da ONG Natureza em Forma, na Avenida Paulista, nos Jardins. Alves costuma trabalhar como voluntário no local e sabia que seria difícil encontrar alguém disposto a adotá-la. “As pessoas deviam olhar mais para esses animais porque eles também merecem uma chance”, acredita o jovem.

A vira-lata Charlote nasceu sem a pata esquerda da frente

Como preparar o cão para a chegada do bebê

Do site do Portal G1.

Mudanças na rotina dos animais devem ser feitas de forma gradual. Especialistas alertam que não se deve deixar o bicho a sós com crianças.

A chegada de uma criança mexe com toda a família e afeta também os animais. Nem todo cão gosta de "dividir" o dono com outros adultos e quando a atenção é compartilhada com um pequeno ser, que de repende invadiu a casa, chora e tem um cheiro estranho, todo cuidado é pouco.

Especialistas em comportamento animal são unânimes: o bicho não pode ser esquecido e, como um "irmão mais velho", precisa ser preparado para a chegada do bebê.

O veterinário especialista em comportamento animal Mauro Lantzman diz ao G1 que a preparação deve começar antes do nascimento do bebê, quando a mulher descobre a gravidez.

“Não dá para se preocupar só depois da chegada da criança. O animal era o centro das atenções, foi mimado, tem até lugar no sofá. De repente, o dono resolve mudar a rotina dele. Proíbe tudo, coloca para fora de casa e não dá mais atenção. Isso não pode acontecer”, diz Lantzman.

A psicóloga e médica veterinária especialista em comportamento animal Hannelore Fuchs explica que qualquer mudança na rotina deve ser feita de maneira gradual, durante a gravidez. “O ideal é evitar mudanças drásticas na rotina para que o cão não sofra (e não associe o cheiro do bebê - ou das coisas do bebê - com uma conseqüência ruim, como ter sido deixado de lado). Quem passava muito tempo com o cão tem de diminuir a convivência aos poucos até que ele consiga ficar sozinho, mas jamais esquecê-lo.”

Pitanga se familiariza ao cheiro do enxoval antes da grande chegada

Para que não estranhe a chegada do bebê, o cão precisa participar do convívio familiar e entender que a casa terá mudanças. Uma das sugestões de Lantzman é deixar o cão cheirar o enxoval e os objetos do bebê. “É indicado mostrar as peças de roupa, o quarto do bebê, compartilhar as coisas novas. Com essa percepção de odor, o cão começa a se habituar. É como explicar a ele o que está acontecendo.”

A instalação de grades móveis entre os cômodos da casa é uma forma de separar de um jeito menos drástico, conforme explica Hannelore. “As grades são boas opções, pois separam fisicamente, mas ao mesmo tempo o cão consegue ouvir e sentir o cheiro.”

Outra estratégia para lidar com cães mais possessivos é usar uma boneca como se fosse uma criança, durante a gravidez. “É possível pegar a boneca e fazer de conta que é um bebê, para o cão se acostumar. Ele vai perceber que o colo da dona vai ser compartilhado. Agora, o dono é que vai convidá-lo no momento de receber carinho”, diz Hannelore.

A orientação fundamental é que os donos nunca devem deixar o bicho, por mais confiável que seja, sozinho com o bebê. “Não é fácil e não adianta pensar que não haverá problemas. O dono vai ter que treinar e supervisionar o animal, ajustar a rotina do bicho com a de um bebê e isso é muito complicado”, diz Hannelore.

Miguel, aos 31 dias, já divide a cama com Pitanga

A dona-de-casa Rita Gomes, de 35 anos, foi protagonista de uma experiência positiva. Dona da vira-lata Pitanga, hoje com 4 anos, ela e o marido tiveram um árduo trabalho para adaptá-la à chegada de Miguel, de 1 ano e meio, mas conseguiram.

A gravidez de Rita não foi planejada. E, logo no primeiro dia em que ela se descobriu grávida, o casal começou a preparar Pitanga.

Segundo Rita, Pitanga foi adotada castrada aos 6 meses e vivia no apartamento do casal, sem contato com estranhos. Ela nunca avançou em crianças, mas ficava agitada. “Tentamos não mudar a rotina. Ela sempre teve livre acesso a todas as áreas da casa e pensamos muito nisso. Até hoje, é ela quem dorme na cama com a gente e o Miguel fica no berço”, diz Rita.

Ela conta que sempre permitiu que Pitanga cheirasse o enxoval. Ela pôde até entrar no berço do bebê.

“No dia em que Miguel nasceu, meu marido trouxe a frauda para Pitanga cheirar e veio dormir em casa para não deixá-la sozinha, enquanto fiquei no hospital com um tio. Quando recebi alta, eu cheguei em casa com o Miguel no colo. Ela estava no colo do meu marido e, primeiro, cheirou o bebê. Depois, começou a lamber e então começou a paixão dos dois”, diz Rita.

Aos seis meses, Miguel brinca com Pitanga em plena harmonia

Rita afirma que o segredo para uma convivência harmônica é o respeito. “Pitanga é da família tanto quanto o Miguel. Não crio diferença entre eles. Trato ela como se fosse gente e ela me entende como se fosse gente.” (Tratar um animal como gente não é saudável para nenhuma das partes. Devemos tratar o cachorro como cachorro, respeitá-lo como tal, entender como funciona a mente canina e nos comunicar com o cachorro na linguagem dele, de forma que ele entenda. Até esse ponto do texto a família fez tudo certinho, mas errou na hora de dizer que lidava com Pitanga como se ela fosse humana).

Rita se orgulha em dizer que é mãe de dois filhos, Pitanga e Miguel. Mas como em qualquer família, ela teve de enfrentar uma briga de irmãos. “Um dia, estávamos na cama, ele pulou e se jogou em cima dela algumas vezes. Para se defender, ela mordeu de leve, mas o ferimento chegou a sangrar. Depois desse incidente, percebemos que ele estava avançando no território dela. Agora, não deixo os dois sozinhos.” (Não deixar crianças sozinhas com cães é uma precaução aconselhável em *todo e qualquer* caso, mas em *nenhuma* hipótese Pitanga poderia ter mordido o bebê ou quem quer que fosse. O bebê, assim como todos os humanos, tem de ser hierarquicamente superior ao cachorro. Não foi o bebê quem invadiu o território da cadela, o território é dele, a casa toda é dele, Pitanga *tem* de aprender a respeitar o espaço dos humanos. Na situação descrita acima, a prioridade deveria ter sido dada ao bebê e Pitanga deveria ter sido retirada da cama. O ideal, na verdade, é que ela mesma já perceba quando deve se retirar. Eu gosto de usar uma analogia interessante: um cão morder o dono é tão grave quanto um filho bater na mãe).

Convivência impossível

Há casos em que a convivência é impossível. Muitos cães são agressivos, vivem isolados de estranhos e podem estranhar tremendamente uma criança. Não é aconselhável forçar uma adaptação. “Há bichos terríveis, difíceis de socializar. O gestual de uma criança, a falta de coordenação, a gritaria podem irritar um animal. É indicado que a condição do bicho seja avaliada por um veterinário”, diz Lantzman (e também por um treinador especialista em comportamento, como nós da Lord Cão).

Orientações

- Não associar o bebê a algo negativo para o cão, como perda de território e atenção.
- Manter a vacinação em dia e fazer um check-up no animal.
- Mudar gradualmente a rotina do animal.
- Castrar o animal.
- Não esquecer o bicho com a chegada da criança. Sempre ter um horário do dia para brincar com ele.
- Deixar o cão cheirar o enxoval e os objetos da criança.
- Durante a gravidez, usar uma boneca como se fosse um bebê para o cão perceber que há algo novo no colo dos donos.
- Se possível, acostumar o cão ao choro e sons de bebês. Depois, levar o cão para conviver com outras crianças para começar a adaptá-lo.

O clima entre Miguel e Pitanga é tão bom que eles até dividem o controle-remoto

Cães aposentados da polícia e dos bombeiros

Do site da Folha Online.

Bader parece ainda não saber muito bem que sua vida mudou. Aposentado há quase três meses, o pastor alemão de sete anos e meio trabalhava como farejador da Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos e não hesita em cheirar tudo o que vê pela frente.

Ele agora vive em uma casa com bastante terra e espaço para ser explorado em Mairiporã (Grande São Paulo), onde fica com os outros cachorros do agente Marcelo Teodoro Alves, o ex-parceiro de trabalho que virou seu dono.

É praxe nos canis da Polícia Federal e do Corpo de Bombeiros: assim que um cachorro de trabalho chega à idade de se aposentar --por volta de sete anos--, o seu parceiro humano tem a prioridade para levá-lo para a vida de bicho de estimação. Se isso não é possível, pode indicar alguém apto à adoção.

"A gente cria amor pelo bicho", diz Teodoro. "Nem passou pela minha cabeça não ficar com o Bader." O agente adora relembrar os feitos do cão, que já encontrou droga camuflada até dentro de tanque de gasolina.

A mania de continuar farejando e ter um comportamento meio agitado são normais nos cães de trabalho aposentados, em especial nos primeiros meses, quando estão em período de adaptação.

"Esses animais passam por treinamentos intensos durante toda a vida, além de situações de estresse constantes. Tanto que cães farejadores ficam com os pêlos do focinho esbranquiçados mais cedo. É por isso que, na aposentadoria, as polícias tentam encaminhar sempre para o parceiro com quem ele está acostumado. Isso minimiza os efeitos da mudança", avalia o tenente Aristides Maganin Junior, veterinário do canil central da Polícia Militar de São Paulo.

Cabo Clóvis de Souza e a recém-aposentada cadela Dara, do Corpo de Bombeiros

Para Thabata, a labradora preta do sargento Everaldo Gomes, do 1º Grupamento do Corpo de Bombeiros da Capital, o mais difícil foi entender que ele iria voltar para casa. A cadela via seu tutor fardado e chorava desesperada, não dormia até ele retornar do trabalho. Hoje, depois de um ano e meio de aposentadoria, ela já aprendeu a curtir todas as benesses de viver com uma família, ao lado de crianças. E sabe que Everaldo não a abandonará.

O sargento conta que ficou chateado porque, bem na semana em que ela foi castrada para morar com ele, em janeiro de 2007, ocorreu o acidente do metrô, quando as obras da futura estação Pinheiros da Linha Amarela desabaram. "E eu não pude levar minha cachorra para ajudar a Dara e a Anny", diz, citando as duas cadelas que se tornaram heroínas das grandes tragédias paulistanas do ano passado: além do acidente do metrô, a queda do avião da TAM, em julho.

Dara e Anny se aposentaram no mês passado. As duas também ficaram com seus condutores: os cabos Clóvis de Souza e Maximiliano Panagassi, respectivamente. No começo, elas provavelmente sentirão falta da movimentação do quartel e até do treinamento rígido. Mas, com o tempo, dizem os especialistas, vão se habituar à nova rotina. Que o diga Bader. Agora, ele descobriu prazeres como se jogar na piscina do dono em um belo dia de sol.

O caminho da aposentadoria

- Pode ser por alguma doença ou por falta de adaptação ao serviço. Fora isso, os cães se recolhem entre os sete e os oito anos de vida

- Parceiros de trabalho têm prioridade na hora da adoção ou na indicação de alguém para ficar com o bicho

- Cães da Polícia Federal voltam para o canil central em Brasília, passam por avaliações veterinárias e castração, e só então é dada a baixa de patrimônio (eles deixam de ser do Estado). Se não houver indicações internas, qualquer pessoa que demonstrar interesse pode adotar o animal

- No caso do Corpo de Bombeiros, a castração é uma opção do novo dono. Existe um termo de doação e de responsabilidade que o Estado e o novo dono assinam. Se houver comprovação de maus-tratos ou atos ilícitos, o Estado pode reaver o animal

Pastor alemão Bader deixou a Polícia Federal e atualmente aproveita a piscina do dono, Marcelo Teodoro, nos dias de sol

Qualidade de vida ao lado do melhor amigo

Do site do Yahoo Notícias. Para saber mais sobre esse assunto, cliquem aqui.

São Paulo, 25 de Agosto de 2008 - Todos sabem que a prática de caminhadas contribui para a prevenção de doenças, auxilia no combate à obesidade, ajuda no controle da pressão arterial, diminui o estresse, auxilia no reforço muscular e ósseo, além de melhorar a auto-estima. Poucos sabem, no entanto, que caminhar ao lado do cão pode ajudar um indivíduo a manter a saúde e a forma física. Uma pesquisa realizada pela University New South Wales, na Austrália, mostrou isso.

O estudo apontou que 41% dos proprietários de cães caminham 18% a mais do que os sem-cachorro. Naquele país, 40% da população têm cães, o que significa um total de 3,1 milhões de caninos, mostrou o levantamento. "O simples fato de ter um cachorro, para muita gente, já representa uma melhora significativa no dia-a-dia. A troca de afeto e a convivência com o animal representam, muitas vezes, o ânimo que faltava para conduzir tarefas simples do cotidiano como sair de casa, conversar com vizinhos sobre assuntos amenos e fazer amigos. Os cães unem pessoas numa espécie de confraria", diz Fabio Ravaglia, médico ortopedista do Albert Einstein, Oswaldo Cruz e do Hospital Santa Catarina e titular da Academia de Medicina de São Paulo.

Ravaglia conduz em breve no Brasil uma pesquisa nos moldes daquela feita na Austrália. Ele observa que levar o cão para passear e caminhar, no entanto, são coisas completamente distintas. Enquanto passear é sair com o animal alguns minutos para que faça suas necessidades, caminhar ao lado do animal, especialmente aqueles que vivem em apartamentos (especialmente mas não somente, pois mesmo os cães que vivem em casas com quintal também precisam caminhar na rua), ajuda no processo de socialização, combate à obesidade, osteoartrite, doenças cardiovasculares, doenças hepáticas e mesmo na resistência à insulina (além de ser extremamente necessário para a saúde mental do cachorro). No animal e no dono.

O empresário da área de paisagismo Fábio Colombo é prova de que caminhar com o cão representa ganho para a saúde, "física e mental", conforme diz ele. Atleta, deixou de fazer suas atividades físicas por causa de uma hérnia de disco que adquiriu. "Quando achei que teria de parar de me exercitar, percebi que tinha no Bernardo [um labrador de 1 ano e meio] um aliado", conta. Todas as noites, ele caminha cerca de uma hora com o bicho (muito bom, é uma hora a menos de bagunça que esse labrador faz dentro de casa).

A psiquiatra Gisela Mattos, dona do labrador Indiana, de 12 anos, diz que, além de ver nas caminhadas ao lado do animal sua única forma de fazer exercícios físicos, esta é uma oportunidade de interagir com os amigos que tem no bairro paulistano dos Jardins. " É unir o útil ao agradável", destaca.

Exames para ambos - Antes se sair para as caminhadas, recomenda Fabio Ravaglia, é necessário que dono e animal passem por avaliações médicas - incluindo exames como eletrocardiograma e hemograma - com atenção especial para diabéticos e hipertensos. "Os cães devem ser levados a um veterinário para fazer um eletrocardiograma. Esse exame vai determinar o ritmo das passadas e a condição física do animal", observa Ravaglia. "Animais com mais de sete anos, que são considerados idosos, assim como obesos, devem ser submetidos a avaliações criteriosas para checar a existência de doenças pertinentes à condição, como displasia coxo-femural (a displasia deve ser verificada e tratada a partir de 1 ano de idade), problemas de coluna e cardíacos."

Há ainda outros cuidados que devem ser tomados, como a escolha do horário mais indicado, de preferência num momento de pouco sol, já que o calor pode machucar as patas dos animais (além de causar a perigosa hipertermia, ou seja, a elevação da temperatura do corpo). A respiração ofegante do cão e a resistência em continuar o trajeto devem ser respeitadas (a respiração ofegante não significa necessariamente cansaço, na maioria das vezes é calor mesmo, pois os cães transpiram pela língua e precisam colocá-la para fora para possibilitar a troca de calor).

Para mostrar ao cão a diferença entre passeio e caminhada, é preciso adotar uma postura séria, com comandos mais firmes. As paradas do cão, tão comuns nos passeios, devem ser abolidas ("abolidas" é muito rigoroso, devem ser reduzidas, pois o cão não precisa marcar *todas* as árvores que encontra pelo caminho) para que se mantenha um ritmo adequado ao cachorro e ao dono (se o cão fica naquele pára-pára o tempo todo, a caminhada não tem a importante função de gastar energia; então uma ou duas paradas para fazer as necessidades, mais outras poucas para marcar território, são suficientes). "Nas caminhadas, fique atento para evitar acidentes com crianças e pessoas idosas. Use sempre os equipamentos de segurança, como coleiras (e guias) e, no caso de determinadas raças, focinheiras. Mantenha a vacinação em dia e recolha as fezes do animal", orienta.

Ravaglia diz que para garantir o bem-estar de seu melhor amigo, é importante fazer com que ele beba água em pequenas quantidades e urine antes de começar a caminhada. O ortopedista lembra, ainda, que é importante o dono segurar a coleira de maneira firme, do lado esquerdo, e manter a postura ereta. "Não deixe de recompensar o cão após a caminhada com um petisco canino para condicionar o bom comportamento."

Como dicas básicas para os donos, estão o uso de roupas confortáveis e tênis, alongamento antes e depois da caminhada, hidratação antes, durante e após a prática, e a escolha de um local adequado para a caminhada, longe de calçadas esburacadas e ruas movimentadas. O ideal é manter a meta de 30 minutos por caminhada, cinco vezes por semana, pelo menos.

Sedentários devem começar caminhando três vezes por semana, por 30 minutos, para que o corpo se ajuste à nova rotina de exercícios. A partir da segunda semana, o praticante deve aumentar o tempo em 10 minutos, para que, após um mês do início da atividade, chegue a 60 minutos de caminhada por dia.

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