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sábado, 30 de agosto de 2008

O que os bichos pensam?

Do site da Revista Época. A reportagem é bastante extensa e bem completa, mas aqui só reproduzimos algumas partes.

Novas pesquisas mostram que os animais são mais inteligentes do que se imagina. Alguns dão até sinais de consciência.

Brown é um dos 15 cães golden retriever do casal de criadores Márcio e Cecília Leite, de São Paulo. Um dos melhores representantes da raça: obediente, calmo e pouco afeito a latidos. Mas naquele 12 de outubro de 2006 nenhum de seus tratadores entendeu por que ele havia entrado em casa tão agitado, latindo e pulando nas paredes. Nem por que estava solto, fora de seu canil. Eles não sabiam que o cachorro tinha saído para passear com seu dono, Márcio. Era a primeira vez que Brown, um cão de competições de beleza, aventurava suas patas douradas pelas ruas do condomínio. A alegria do passeio acabou quando Márcio tropeçou e caiu em uma ribanceira, a 2 quilômetros de casa. Brown tentou levantá-lo. Como não conseguiu, foi buscar ajuda em casa. Ninguém lhe deu atenção. Márcio foi encontrado pela segurança do condomínio. As fraturas no rosto causadas pelo tombo e outras complicações lhe renderam 28 dias de hospital. Seis sedado. Só quando recobrou a consciência pôde desfazer o boato que corria entre médicos e enfermeiras: Brown não era o “cão que atacara” o próprio dono. “Ele tentou me salvar.”

A atitude de Brown não é só uma emocionante demonstração de afeto. Mostra o que muitos donos de bicho de estimação desconfiam, e que novas pesquisas científicas estão começando a constatar. Os animais são mais inteligentes do que parece. Um tipo de inteligência bem parecida com a nossa. O imaginário construído em torno da idéia do filósofo francês René Descartes, no século XVII – de que os animais seriam como máquinas, desprovidos de emoção e pensamento –, persistiu até o século XX. Mas foi definitivamente sepultado por estudos recentes, como o publicado em março por cientistas da Universidade Saint Andrews, na Escócia. Eles confirmaram que os animais não estão tão distantes de nós em uma habilidade considerada exclusivamente humana: a linguagem.

CÃO-HERÓI: Brown brinca sob a supervisão de Márcio e sua mulher, Cecília. O cão achou o caminho de casa para pedir que alguém socorresse o dono

“Nós subestimamos a capacidade dos animais por muito tempo”, diz Irene Pepperberg, pesquisadora da Universidade Brandeis, nos Estados Unidos, uma das pioneiras no estudo da inteligência animal. Irene adora contar como outros pesquisadores reagiram quando ela anunciou que pretendia ensinar o papagaio Alex a falar. Eles queriam saber o que ela havia fumado. Parecia loucura, mas ela só queria que a ave pudesse lhe contar como pensava. Sua idéia deu tão certo que o papagaio aprendeu a contar e a diferenciar conceitos como cor, formato e material. Olhando seus brinquedos, ele sabia responder qual chave era maior, a verde ou a amarela. “Green” (verde), dizia.

O talento de Alex mostra que elementos de nossa inteligência não são exclusivos aos humanos. “Formas avançadas de processar informações estão em muitas criaturas”, afirma Irene. “Durante a evolução, tanto animais como seres humanos estavam sujeitos às mesmas pressões ambientais, que selecionaram essas características.” Entender como os animais pensam pode ajudar a revelar por que os seres humanos desenvolveram uma mente tão complexa.

A origem da linguagem é uma das questões mais intrigantes. Até onde se sabe, apenas os seres humanos possuem tal sistema. Somos capazes de dar nomes para as coisas que vemos no mundo e ainda podemos relacioná-los em uma frase, com termos sem significado concreto (como preposições e artigos). Dependendo da ordenação desses elementos, produzimos múltiplos significados. Graças a esse sistema podemos transmitir idéias abstratas, como a noção de passado, presente e futuro.

Experiências com outros primatas, nossos parentes mais próximos na escala evolutiva, tentaram verificar se eles seriam capazes de aprender nossa linguagem. Os estudos ficaram famosos porque era irresistível ver chimpanzés usando a linguagem de sinais, a mesma usada por pessoas surdas. E eles tinham certo talento. Nim Chimpsky, um chimpanzé criado por pesquisadores americanos, fazia o gesto de “sujeira” (seu jeito de pedir para ir ao banheiro) só para escapar das aulas. A fêmea Washoe surpreendeu seus criadores ao unir os sinais de ave e água (ave da água) para se referir a um cisne.

As pesquisas causaram entusiasmo na década de 1970, mas logo os pesquisadores descobriram que os animais eram apenas bons aprendizes. E que tinham uma grande capacidade para se comunicar. Porém, nunca poderiam aprender a usar as palavras como os seres humanos. Talvez falte ao cérebro deles aquilo que nos faz capaz de ter linguagem (e que até hoje a ciência não sabe exatamente o que é). Os chimpanzés haviam aprendido alguns sinais e até os combinavam aleatoriamente. Mas sem consciência do significado exato.

É por isso que um cachorro, uma criatura mais distante do ser humano na escala evolutiva, embasbacou cientistas. Há quatro anos, o cão Rico, da Alemanha, deu indícios de que talvez as bases do tipo de raciocínio que usamos para aprender a linguagem também tenham surgido em outras espécies. Rico, um border collie, usava o mesmo processo mental que as crianças humanas para aprender palavras novas. O dono apresentava a ele vários brinquedos, entre os quais apenas um era novidade. E pedia para que o cão pegasse justamente o objeto desconhecido. Rico inferia que aquele som novo só podia corresponder ao brinquedo que ainda não tinha nome. Assim ele aprendeu mais de 200 palavras.

“Por enquanto, só encontramos essa habilidade em um único cão”, diz Juliane Kaminski, pesquisadora do Max Planck Institute, o centro alemão que estudou Rico. “Mas já é suficiente para dizer que essa técnica de aprendizado não é exclusiva dos humanos.” Rico morreu aos 12 anos, no ano passado. O significado de seu talento ainda gera discussão. Há quem afirme que o cachorro não tinha nenhuma técnica inata para associar sons a objetos. Apenas teria uma grande capacidade de raciocínio, adaptado para aquela tarefa.

As habilidades de Alex e Rico podem nos fazer considerar a maneira como tratamos os animais. Mas nenhuma outra capacidade tem tanto potencial para elevar o status dos bichos entre os seres humanos quanto a consciência. Admitir que um animal é capaz de reconhecer sua individualidade e de entender seu papel em um ambiente significa mudar a forma como os seres humanos sempre usaram os animais. Como continuar abatendo bois para comer? Como sacrificar macacos para testar remédios em laboratórios? Nenhuma pesquisa provou que os animais têm nosso nível de consciência, mas estudos sugerem que eles têm algum tipo de entendimento sobre a própria identidade.

Dois golfinhos do Aquário de Nova York, que tinham como hábito se admirar nas paredes espelhadas do aquário, chamaram a atenção pela atitude. Reconhecer o próprio reflexo no espelho é considerado um indício de consciência porque mostra compreensão de identidade. Parece uma capacidade banal, mas os bebês humanos só a adquirem entre os 18 meses e os 2 anos de idade, fase que coincide com o início do desenvolvimento de idéias abstratas (como a percepção da própria individualidade).

Não deixa de ser perturbador perceber que elementos da inteligência humana também podem ser encontrados em outras criaturas. Não somos o prodígio que pensávamos? “Nenhuma outra espécie reúne todas as capacidades que caracterizam a inteligência humana”, afirma o neurofisiologista Gilberto Xavier, professor da Universidade de São Paulo (USP). Apenas os seres humanos são capazes de recombinar informações para criar um novo conhecimento. De perceber que um mesmo problema pode ser resolvido de diversas maneiras. De criar símbolos.

Isso não significa que sejamos a forma acabada da inteligência, o estágio final da evolução. “Cada animal desenvolveu o tipo de inteligência necessária para solucionar os problemas do ambiente em que vive”, afirma o etólogo Eduardo Ottoni, da USP. Eles podem, inclusive, ter habilidades mais extraordinárias que as humanas. Uma abelha é capaz de contar para suas companheiras, apenas por meio de uma dança, onde viu flores cheias de pólen. Os movimentos indicam a distância da colméia e o ângulo em relação ao Sol. Os morcegos visualizam mentalmente a localização de todos os objetos em um ambiente apenas pela emissão de sons. “A inteligência dos animais é como um raio laser, concentrada. A dos humanos é como uma lâmpada, difusa”, diz Marc Hauser, professor da Universidade Harvard, nos EUA.

Se a ciência nunca entendeu tão bem as diferenças e semelhanças entre a inteligência humana e a animal, ainda está longe de saber como elas são traduzidas física e quimicamente no cérebro. Será que os animais não têm alguns dos sistemas cerebrais responsáveis por nosso nível de consciência, pela linguagem e pela habilidade de resolver problemas? “Talvez não seja um circuito específico, mas a forma como eles interagem”, diz Hauser, da Universidade Harvard. O mais importante é que a busca por essas respostas ajuda a desmistificar os humanos como os únicos dotados de inteligência. “Paramos de discutir se os animais pensam”, diz a americana Diana Reiss. “Agora, debatemos como eles pensam.”


Quem não se comunica se trumbica

Quando a conversa está animada entre os pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, eles ouvem uma voz eletrônica dizer “casinha”. É Sofia, uma legítima vira-lata de 6 anos, pedindo atenção. A cadela foi treinada para usar um teclado eletrônico para se comunicar. Cada símbolo corresponde a uma ação: ir para a casinha, fazer xixi, beber água, brincar, comer, passear e receber carinho.

Sofia não só aprendeu a relacionar os símbolos às ações como parece ter entendido um dos princípios básicos da comunicação: alguém precisa receber a mensagem para que ela seja eficaz. Em um experimento em que tinha dois teclados sem som à disposição, Sofia sempre preferia apertar aquele que estivesse à vista dos pesquisadores. Ela também consegue fazer algumas classificações. Na primeira vez em que foi apresentada a um preá, um pequeno roedor, apertou o símbolo de comida. Quando foi repreendida, apertou o símbolo de “brinquedo”. Queria despistar os pesquisadores e receber o preá, de qualquer jeito.

As habilidades de Sofia são uma mostra dos talentos dos cães para a comunicação. Como a espécie surgiu a partir da domesticação de lobos, acredita-se que foram escolhidos os animais mais dóceis, que costumam ser mais brincalhões e curiosos – um ótimo perfil para estimular a capacidade de aprendizado. Por isso, nenhum animal se comunica tão bem com os humanos quanto os cães.

ENTREVISTA - Irene Pepperberg

Se eles fossem iguais a nós...
Uma das principais pesquisadoras de animais diz que reconhecer a inteligência deles nos obrigaria a mudar o modo como os usamos.

ÉPOCA – Por que os estudos sobre a inteligência animal causam tanta surpresa?
Irene Pepperberg – Há a crença de que os seres humanos são os mais evoluídos. Para alguns cientistas, somos o auge da evolução. Para pessoas religiosas, os homens receberam de Deus o domínio sobre tudo. Não pensamos que a vida dos animais é complexa.

ÉPOCA – Quais são as implicações de reconhecer que os animais compartilham muitas habilidades conosco?
Irene – Se realmente acreditássemos que os animais são iguais a nós, teríamos de mudar nosso estilo de vida. Precisaríamos levar mais a sério a preservação do ambiente onde eles vivem. Também seria mais difícil usá-los como fonte de carne, de couro e pele para roupas. Ou como cobaias. Mas, por outro lado, eu também tenho consciência de que só estou neste mundo porque a medicina pôde testar remédios e vacinas neles.

ÉPOCA – Como a senhora resolveu esse dilema do uso dos animais pelos humanos?
Irene – Não sou totalmente vegetariana, mas tento comer o mínimo de carne possível. Moro em Boston, onde os invernos são terríveis. Por isso, preciso de botas forradas com lã e casacos de couro. Mas tento fazer com que esses itens durem muito tempo. Uso a mesma bota há 15 anos.

ÉPOCA – A senhora considera os animais tão inteligentes quanto nós?
Irene – É muito difícil comparar a inteligência humana com a dos animais. Às vezes, eles processam um tipo de informação como nós, outras vezes de maneira completamente diferente. Alex nunca teria capacidade para ter esta conversa. Mas podia dizer o que queria, aonde queria ir, e de modo muito enfático. Ele até entendia que as palavras são formadas por pedaços de sons e os usava para formar palavras novas. Uma habilidade muito sofisticada. O mais importante é que cada vez mais entendemos do que os animais são capazes.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Esquente seu cão no inverno

Do site da Revista AnaMaria.

Os mascotes sofrem com a queda de temperatura e merecem alguns cuidados para ficarem aquecidos no inverno.

Quando a temperatura cai, os cachorros também sentem as conseqüências. É verdade que eles contam com uma espécie de capa térmica natural: os pêlos. Mas (às vezes) eles não são suficientes para evitar que fiquem doentes. “Nesta época do ano, os cães podem adquirir doenças como a traqueobronquite ou tosse dos canis. Os sintomas são parecidos com os do nosso resfriado: febre, espirros, coriza e tosse”, explica a veterinária Tatiana de Freitas Coscia, do Au Pet Store, em São Paulo.

Por isso, é fundamental verificar se o seu melhor amigo já tomou a vacina contra esse mal. Ela é dada uma vez por ano (não há período específico). E mais: para garantir uma temporada de frio bastante calorosa, vale seguir as dicas da especialista. O seu cachorrinho agradece!

. Deixe a tosa para mais tarde

Os pêlos são uma proteção natural contra o frio. Então, espere o tempo esquentar para tosar o bichinho. “Se houver muita necessidade (olha a ênfase no *muita*, hein gente?), opte por roupinhas para deixá-lo aquecido, principalmente para passear na rua”, afirma. (Mas nada de exageros! Vestir o cachorro só por questões de estética faz mais mal do que bem).

. Nada de multidão

Evite ambientes com muitos cães, como hotéis para cachorro. Em caso de proximidade, eles podem adquirir doenças, como a tosse dos canis. “Esse vírus está no ar”, explica Tatiana de Freitas.

. Passeio programado

Escolha um horário em que a temperatura não esteja muito baixa. O ideal é sair com o seu cãozinho quando estiver sol. “Mas, como no inverno também há dias em que o sol está bem quente, muita atenção com os passeios feitos a partir do meio-dia. O sol muito forte pode queimar as patinhas dos cães”, adverte. (Além de causar hipertermia, o aumento da temperatura do corpo).

. Conforto garantido

Não é preciso colocar o cão para dormir na cama com você. Mas ele merece um cantinho gostoso. Se ele dorme em piso frio, forre o lugar com tecido e cubra-o com uma manta. “Não se esqueça de manter as janelas fechadas. As correntes de ar são prejudiciais à saúde dele”, diz.

. Banho sob medida

Se estiver muito frio, diminua a freqüência de banhos. Em vez de semanal, pode ser quinzenal. (Para compensar, aumente a quantidade de escovações do pêlo). E muita atenção aos cuidados pós-banho. “É preciso certificar-se de que o lugar escolhido tenha água quente e seja fechado. Outra dica é não sair logo em seguida. Isso evitará um choque térmico”, resume.

. Uma boquinha a mais

Se o seu cão não pára um segundo (atenção, *só* se ele não pára um segundo *mesmo*), você pode aumentar a porção de ração em 20 ou 30% nesta época. (Atenção, atenção, atenção!!! Não usem isso como desculpa para liberar geral!!!). “O consumo de alimento aumenta o nível energético. Mas o ideal é manter uma alimentação saudável. Então, aposte nas rações de ótima qualidade, que têm alto teor de vitaminas. Frutas e legumes também são bem-vindos. Já para os cães obesos, nada de aumentar a comida (nem para os gordinhos tampouco). Eles já possuem uma camada de proteção extra”, enfatiza.

No inverno, os cães ficam mais expostos a problemas de saúde, por isso a necessidade de atenção

Seu amigão sem "cheiro de cachorro"

Do site da Revista AnaMaria.

Dicas simples que garantem a saúde e o bem-estar do seu cachorrinho. Ele merece!

Ter a companhia de um animal de estimação é mesmo uma delícia. Fiéis e companheiros, eles não poupam alegria para nos receber, brincar e oferecer carinho. Mas, para fazer tudo isso, precisam estar saudáveis e limpinhos. Por isso, AnaMaria conversou com a veterinária Ivana Carvalho, de São Paulo, e selecionou 7 cuidados muito simples que você deve ter com seu amigo, para livrá-lo de pequenos desconfortos e até de grandes encrencas. Confira:

1. LIMPE BEM AS ORELHAS

Para prevenir a otite – uma inflamação no canal auditivo –, você deve remover os pêlos do ouvido pelo menos uma vez por mês. Além disso, deve fazer a limpeza do excesso de cera semanalmente (pelo menos), com soluções vendidas em pet shops (ou com um algodão embebido em óleo para limpar bebês), e colocar um protetor auricular ou uma bolinha de algodão bem firme na hora do banho.

2. MANTENHA O BUMBUM CHEIROSO

As fezes que ficam grudadas na região do rabo podem disseminar verminoses, doenças de pele, pulgas, carrapatos e podem causar até anemia. Capriche na limpeza dessa região e faça a tosa higiênica uma vez por mês para diminuir os pêlos do bumbum e da barriga. (E nada de espremer a glândula anal, a não ser por orientação do veterinário, pois isso fará com que seja produzido mais líquido ainda. A secreção dessa glândula serve para lubrificar a passagem das fezes e, num cão saudável, ela é esvaziada naturalmente durante o ato de defecar).

3. FIQUE DE OLHO NO PET SHOP

. Na tosa, a tesoura e a lâmina devem estar limpas e em bom estado.
. A escova não deve ter pêlo nenhum. Fungos escondidos ali causam micoses.
. A temperatura do secador deve ser morna. Fria pode causar gripe e quente, queimadura.
. O secador não deve apontar para os olhos do bicho. O vento forte pode causar o ressecamento da córnea. Além disso, o secador deve ficar a 30 cm de distância.

4. CORTE AS UNHAS DAS PATINHAS

Se tem habilidade, pode bancar a manicure. (Se não tem, é melhor deixar a cargo da pet shop, pois as unhas dos cães são vascularizadas e, se cortadas no lugar errado, sangram bastante e causam muita dor). Para isso, é preciso ter alicate canino e gel hemostático (encontrado em pet shops). Caso sangre, passe o gel na hora. Tome cuidado com cortes muito rentes. Se não sentir segurança, peça a um especialista.

5. ALIMENTE-O COM RAÇÃO E LAVE BEM A TIGELA

Hoje em dia, as rações estão cada vez mais elaboradas e nutritivas. Por isso, você pode confiar! (Prefira as rações de melhor qualidade, do tipo premium ou super premium). Depois da refeição, lave e seque bem o pratinho. A umidade é um prato cheio para fungos e bactérias, que causam uma dor de barriga infernal.

6. DEIXE A CASINHA EM ORDEM

Além de acabar com odores desagradáveis, caprichar na limpeza da casinha do seu amigão evita pulgas. A sugestão é lavar a casinha semanalmente com água e sabão.

7. MANDE-O JÁ PARA O BANHO

Cada bicho tem a sua necessidade. Aqueles que vivem em apartamento não se sujam tanto quanto os que ficam no quintal. Em geral, a média é lavá-los com intervalos de sete a quinze dias. (Não antes do que isso, pois o excesso de banhos é prejudicial para os cães).

Seu bichinho precisa de carinho e atenção com sua higiene

Bichos comportados e sem castigo

Do site da Revista AnaMaria.

Nada de tapas ou vassouradas: ele pode aprender "boas maneiras" sem ser maltrado.

Latas reviradas, xixi no lugar errado, objetos mordidos... Às vezes seu cachorro ou gato tem atitudes não muito educadas, não é mesmo? E se você dá umas palmadas (isso é absolutamente desnecessário), depois fica com peninha. Se você quer educar seu bicho sem traumas, o adestrador e zootecnista Alexandre Rossi dá a dica: “Ganhe o respeito do bicho mostrando que nada é de graça e que ele só conseguirá recompensas se tiver um bom comportamento”. Enquanto não inventam uma Supernanny de animais (Ué!!! Mas já inventaram faz teeempo, desde 1997!!! Nós, as treinadoras da Lord Cão, claro!!!), confira as dicas para educar seu cachorro ou gato com carinho e respeito.

Xixi no lugar certo

Você chega cansada da rua e, mal abre a porta, já vê aquela mancha amarela no tapete ou no sofá. Parece que eles fazem de birra, né? (Parece, mas *não* é birra de forma alguma. Esse xixi no local errado pode significar várias coisas, de falta de treinamento a estresse). Ao contrário do que muita gente pensa, bater no bicho ou esfregar o focinho deles no “local do crime” não adianta. “Ele não vai saber por que está apanhando”, alerta o adestrador Alexandre Rossi. O melhor é prevenir a surpresa: acostume seu cão desde pequeno a fazer xixi durante um passeio. (Isso só vale se o dono tiver disponibilidade de sair com o cachorro de 4 a 6 vezes por dia, todos os dias, faça chuva ou faça sol, durante toda a vida. Caso contrário, deve-se ensinar o cão a fazer as necessidades dentro de casa mesmo, no jornal, no tapete higiênico ou na bandeja sanitária). Em geral, eles fazem isso após as refeições (e também depois de acordar, de brincar e de se exercitar).

Nada de mastigar plantas

Para evitar que seu bicho transforme as plantas em salada, borrife água com cravo e canela nos vasos - eles detestam o cheiro desses condimentos. (Verifique antes com o veterinário se o animal não é alérgico a esses produtos. Uma boa alternativa é usar o repelente para plantas à venda no site da BitCão).

Fim ao lixo revirado

Se você largou a tampa da lixeira aberta, não tem do que reclamar. Antes de mudar os hábitos do seu bicho, mude os seus: coloque um tijolo ou peso de porta na tampa do lixo. E, se pegar seu cão no flagra, fale grosso com ele (nada de violência, não precisa bater).

Faça barulho ou borrife água

Tenha sempre à mão um borrifador de água ou uma garrafa pet cheia de moedas. Quando seu cachorro ou gato se comportar mal, borrife água nele à distância ou faça barulho com a garrafa. “É o jeito mais eficaz”, diz o adestrador. Essa solução causa desconforto, mas não machuca o bicho.

Recompense-o

Em vez de reparar apenas nas coisas que seu bicho faz de errado, comece a prestar atenção nos acertos dele. Toda vez que ele fizer algo certo, dê um biscoito gostoso, agrade-o ou escove os pêlos dele. Fazer carinho é bom para vocês dois: ele ficará mais bem-educado e você poderá demonstrar seu amor por ele.

Prolongue a vida do seu cão

Do site da Revista AnaMaria, com dicas muito legais para manter seu cão saudável por mais tempo.

Saiba quais são as 7 atitudes que fazem seu cachorro sentir-se mais saudável, feliz e bem-disposto.

Sabe aquele papo de que cada ano de vida do cão equivale a sete do ser humano? É lenda. “Comparar a expectativa de vida de espécies tão diferentes é uma tolice”, afirma o veterinário José Mouriño, da clínica Pet Place, em São Paulo. Para prolongar a vida do seu animal, ofereça carinho, atenção e uma rotina saudável. De acordo com a veterinária Dondi Dahlgaard, autora do livro DogAge (“A Idade do Cão”, ainda sem versão em português), o mais importante para retardar o envelhecimento do cachorro é controlar seu peso. Para manter seu amigão jovem por mais tempo, AnaMaria separou os principais conselhos de DogAge, Confira as melhores dicas do livro, comentadas pelo veterinário José Mouriño, para que seu amigo tenha energia de sobra!

. Deixe seu cão magro. A cintura deve manter-se sempre aparente. A obesidade pode causar problemas ósseos e nas articulações, além de diabetes e hipertensão. Benefício: 1,8 ano mais jovem.

. Invista em ração de boa qualidade e evite ao máximo oferecer comida humana. A comida humana não contém os nutrientes necessários, prejudica os dentes e pode ser muito calórica. Benefício: 6 meses mais jovem.

. Mantenha as vacinas em dia. Prevenir doenças é sempre o melhor tratamento. Benefício: 6 meses mais jovem.

. Castre seu animal. Previne câncer de mama, de testículos e de próstata. Benefício: 6 meses mais jovem. (Alguns estudos mostram que a castração prolonga em até 3 anos a vida saudável dos cachorros e cadelas).

. Escove semanalmente os dentes do seu cão. Evita que bactérias da boca migrem e provoquem doenças. Benefício: 6 meses mais jovem.

. Estimule-o a fazer exercícios todos os dias. Caminhada, brincadeiras e corrida ajudam na manutenção do peso e na integração social. Benefício: 6 meses mais jovem.

. Evite acidentes dentro e fora de casa. Reserve um local abrigado para ele e leve-o à rua com guia. Benefício: 1,3 ano mais jovem.

Para prolongar a vida do seu cão, é importante dar carinho e atenção, além de manter uma rotina saudável

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Comportamentos estranhos no cão

Do site da Revista Saúde é Vital.

Se da noite para o dia seu cão passou a chorar boa parte do tempo, deixou de brincar e perdeu o apetite, saiba que esses sinais nem sempre significam depressão ou estresse, como podem parecer à primeira vista. Mudanças bruscas de comportamento às vezes denunciam problemas de saúde insuspeitados.

Será que ele anda carente de atenção? É a pergunta que muita gente se faz quando o amigão chacoalha a cabeça de um lado para o outro sem parar e choraminga pelos cantos. Só que esse comportamento, fique você sabendo, é típico de uma bela otite, a inflamação de ouvido. Outra alteração que costuma dar um nó na cabeça do dono é a inatividade repentina. O bicho, que vivia correndo de lá para cá, só quer saber de ficar parado. Cansou de brincar? Nada disso. O mais provável é que esteja com dor na coluna ou, pior, com uma artrose daquelas, que leva a um desgaste nas cartilagens ósseas. E, se o seu companheiro agora só busca refúgio nos ambientes mais quentes da casa ou prefere passar horas sob o sol, desconfie de hipotireoidismo, a baixa produção de hormônios pela tireóide. É que o metabolismo fica mais lento e a temperatura corporal tende a cair, o que o torna friorento.

Pois é, não dá para minimizar mudanças de atitude ou atribuí-las à vontade pura e simples de chamar a atenção. Por trás delas pode estar todo tipo de encrenca, de anemia a verminose, de diabete a doença cardiovascular. O animal tenta comunicar o que está errado deixando de comer direito, chorando alto ou mesmo lançando ao dono um olhar cabisbaixo, conta o veterinário Daniel Guimarães Gerardi, que também é professor na Universidade União Pioneira da Integração Social, em Brasília, no Distrito Federal.

Sintomas físicos também enganam. É o caso de uma crise de tremedeira, que pode ser confundida com frio excessivo e, na verdade, às vezes indica um quadro convulsivo da epilepsia. Já tosses noturnas sugerem um problema cardíaco, e não uma gripe. E a sede excessiva e injustificável, sobretudo se o cão for sedentário, deve acender o alarme do diabete.

Se você notar qualquer alteração no humor e nos hábitos, procure um especialista, orienta o veterinário Alexandre Gonçalves Teixeira Daniel, de São Paulo. Ou seja, a regra de ouro é observar seu animal com toda a atenção e saber que nem sempre o que ele pede é (apenas) carinho. Às vezes, ele precisa é de remédio mesmo.

VALE IR AO VETERINÁRIO SE O CÃO...
· Chora muito
· Vive chacoalhando a cabeça
· Anda curvado
· Respira ofegante mesmo parado
· Não sobe ou desce escadas ou evita qualquer outro lugar alto
· Tosse demais durante a noite
· Bebe água sem parar
· Fica sempre perto de você
· Tem crises de tremedeira
· Freqüentemente procura os locais mais quentes da casa

Liana Menegheti, de 39 anos, notou que a poodle Laila, de 4, costumeiramente alegre e brincalhona, andava cabisbaixa e apática. Em vez de achar que era tristeza e só enchê-la de dengos, foi ao veterinário. Sorte de Laila. Ele diagnosticou uma inflamação na glândula ad-anal, localizada sob o rabo, também conhecida como glândula do medo. E Laila já está sendo tratada.

Diferenças entre as raças de cachorro

Esse pequeno questionário interativo do site do Portal G1 é bem simples, mas ainda assim interessante. Fornece a característica mais marcante de 6 raças de cães, para ajudar os donos a escolher qual delas seria mais adequada ao estilo de vida da família.

Para conhecer os perfis comportamentais completos de dezenas de raças, basta visitar o site da Lord Cão, clicando aqui.


CLIQUEM AQUI: Questionário Interativo - Raças de Cães

Adoção difícil para cães com deficiências

Do site do Portal G1.

Quem adota um animal deficiente diz que o mascote é "igual a qualquer outro". Dona diz que não adianta ficar com pena, é preciso dar chance ao bicho.

Quando o operador de telemarketing Kleber Alves, de 26 anos, levou a vira-lata Charlote para casa, há sete meses, achava que a nova mascote da família iria dar muito mais trabalho que um bicho de estimação comum, porque a cachorra não tem a pata esquerda da frente.

O jovem nunca tinha cuidado de um animal de estimação com limitações, mas percebeu que a ausência da pata não fez de Charlote um animal apático. “Ela é fujona e adora correr atrás da molecada do prédio. Às vezes, ela tropeça, principalmente quando está correndo e vai parar. Acho que é porque não tem muito apoio”, conta Alves, fazendo questão de mostrar que a mascote contrariou suas expectativas e se mostrou um animal “normal”.

Charlote já nasceu com a deficiência e foi abandonada ainda filhote em uma feira de adoção de animais da ONG Natureza em Forma, na Avenida Paulista, nos Jardins. Alves costuma trabalhar como voluntário no local e sabia que seria difícil encontrar alguém disposto a adotá-la. “As pessoas deviam olhar mais para esses animais porque eles também merecem uma chance”, acredita o jovem.

A vira-lata Charlote nasceu sem a pata esquerda da frente
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