~ Um espaço para os donos se conhecerem ~

O objetivo principal desse blog é apresentar nossos clientes e seus cães, mostrando para todos um pouquinho do temperamento de cada um. Esperamos que vocês curtam e se identifiquem com as histórias relatadas, e além disso que apreciem um verdadeiro desfile de beldades caninas. Aqui vocês podem rever alunos da sua turma, e conhecer alunos de outros cursos. É ainda um local para confraternizar os clientes da Lord Cão Rio de Janeiro com os clientes da Lord Cão Recife. Aqui também postamos notícias e novidades do mundo canino, além de dicas legais para os peludos e seus donos. É sempre ótimo saber o que vocês estão achando do blog, dos posts, das fotos... Adoramos receber o feedback de vocês! Portanto, deixem seu recado no nosso Guestbook ou comentem diretamente nos posts individuais. Beijos e lambidas! .

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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Carinho sim, vermes não

Do site da Revista Saúde é Vital.

A toxocaríase é uma doença que tem predileção por filhotes de cão e gato e pode ser transmitida para seres humanos, em especial crianças, causando cegueira.

A cena é linda: a criança beija e abraça seu amigo de estimação. Chega mesmo a rolar com ele na terra, na grama, na areia... Toda essa intimidade pode ser perigosa, caso o animal seja portador de toxocaríase, mal provocado por um parasita intestinal. Não se ofenda — o bicho que mora na sua casa pode até ser muitíssimo bem-educado, mas, se freqüenta pracinhas e afins, não está 100% livre de suspeita.

Que fique claro: não é o contato direto, como o descrito logo no início desta reportagem, que leva ao contágio, mas sim as fezes que contaminam o próprio ambiente onde a criança se diverte com seu pet. “A doença é causada por um verme chamado Toxocara spp — no cão, Toxocara canis e no gato, Toxocara cati. Ele acomete especialmente os filhotes”, explica a veterinária Vanessa Muradian, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da Universidade de São Paulo.

ELES ESTÃO SEMPRE POR PERTO

Entre os animais o mal costuma ser transmitido na gestação, pela placenta, por meio de larvas infectantes, ou no período de amamentação. “Eles ainda podem ser contaminados por ovos de parasitas depositados no solo ou pela ingestão de presas que também tenham engolido o verme”, completa o veterinário Douglas Severo, professor do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

A presença de ovos de Toxocara spp em locais públicos tem sido pesquisada em diferentes países, mostrando taxas de contaminação que variam de 3% a 87%. No Brasil, para se ter idéia, os tais ovos foram encontrados em nada menos do que 60% das amostras de solo de 15 praças públicas no município paranaense de Londrina, em 41,6% das praças examinadas no Rio de Janeiro e em 63,9% das amostras coletadas em 29 praças da cidade de Jundiaí, no interior paulista. “Também achamos pistas da presença de Toxocara spp em 59,3% dos parques públicos e em 69,2% das escolas paulistanas”, revela a veterinária Lucia Eiko Oishi Yai, do Laboratório de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores da Prefeitura do Município de São Paulo.

Os sintomas do mal no animalzinho costumam ser choro contínuo, viver naquela postura de “pernas abertas”, abdômen distendido (um barrigão daqueles!), pêlo opaco e eriçado e outros aspectos relacionados à desnutrição. “O problema pode levar à morte do filhote, por obstrução intestinal, quando a quantidade de parasitas é muito grande”, alerta Vanessa Muradian.

O tratamento é feito com vermífugos. “Cães e gatos recém-nascidos devem seguir rigorosamente o calendário de vacinação e vermifugação, com a primeira dose deste último medicamento aplicada em torno dos sete dias de vida”, aconselha Douglas.

PERIGO À VISTA

No ser humano os ovos do Toxocara canis produzem larvas que invadem a parede intestinal, penetram nos vasos sangüíneos e linfáticos e atingem o fígado e os pulmões. Daí podem disseminar-se para vários outros órgãos, incluindo os olhos, onde causam uveíte. “Trata-se de uma inflamação intra-ocular, com sintomas parecidos com os da conjuntivite, ou seja, vermelhidão, fotofobia e embaçamento visual, além de dor e baixa visão.

É preciso ficar atento ao quadro e buscar tratamento rápido, porque a uveíte leva à cegueira”, avisa Cristina Muccioli, oftalmologista da Universidade Federal de São Paulo. O tratamento inclui colírios, antiinflamatórios, corticóides e até mesmo imunossupressores.

Sarnento, eu?

Do site da Revista Saúde é Vital.

Não deixe essa má fama grudar no seu amigo. Para prevenir a sarna, preste muita atenção por onde e com quem anda seu bicho de estimação.

Se você acha que só o animal que vive solto pelas ruas e nunca tomou um banho na vida está sujeito à doença, engana-se redondamente. Aquele que mora em casa ou apê e está habituado aos mimos das pet shops é candidatíssimo à escabiose sarcóptica, a popular sarna. “Qualquer animal limpo e saudável pode contraí-la”, alerta o veterinário Mauro Luis Machado, do Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Basta entrar em contato com os ácaros responsáveis pela doença.” E eles estão na coberta, na escova, no brinquedo peludo... Os germes saltam para a pele do animal e ali vão se multiplicando, multiplicando... E então, 15 dias depois, tem início o coça-coça que deixa o bicho pra lá de estressado. “O pêlo começa a cair e, se o dono não tratar depressa, surgem lesões que podem se infeccionar”, lembra Soledad Chiesa, diretora científica da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária.

Mas nem sempre os sintomas são tão evidentes. Há outros tipos de sarna, menos comuns e bem mais sorrateiros. A de orelha, por exemplo, atinge apenas essa parte do corpo e, por causa da coceira, costuma ser confundida com a otite, uma inflamação do ouvido. Para tirar a prova, só mesmo o olho atento do especialista. “O que costuma entregar que é sarna é a cera, que fica bem escurecida”, diz Soledad. E há ainda a temida sarna negra, ou demodécica, uma versão hereditária e mais rara. Uma mancha escura na pele do filhote geralmente denuncia essa forma do mal. Nos casos mais graves, o corpo inteiro do bicho fica em carne viva. “A sarna negra não é contagiosa, mas o animal precisa de cuidados pelo resto da vida”, diz a especialista.

Seja qual for o tipo da escabiose, o veterinário costuma indicar medicamentos específicos, além de banhos com xampus e sabonetes acaricidas. Siga exatamente a dose indicada pelo especialista e não medique o animal por conta própria. Do contrário, há o risco de o bicho se intoxicar. Ah, as sarnas de cães e gatos não conseguem se reproduzir na pele humana. “Mas podem ficar presentes ali por até três semanas e causar coceira”, explica Mauro Luis. Só nesse caso é que são necessários cuidados médicos.


AFASTE O PERIGO

A melhor maneira de evitar a sarna é cuidar da higiene e da saúde do bicho:

›› Evite o contato com animais sujos ou abandonados. Os ácaros causadores da sarna podem saltar deles para o seu pet.

›› Banhos periódicos são indispensáveis (não mais do que 1 vez por semana, sendo o ideal a cada 15 dias, mas a periodicidade depende do tipo de pêlo e da pele do cão). Na pet shop, pentes e escovas devem ser bem higienizados para evitar o contágio.

›› Mantenha o bicho protegido contra pulgas, carrapatos e sarnas usando medicamentos específicos.

TROPA EM AÇÃO

Basta o contato com o animal contaminado para a encrenca se instalar. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las.




Bonnie - schnauzer miniatura

Ela está de volta, gente! Essa linda schnauzer acabou de concluir o nível 2 do nosso curso. Muito sapeca, Bonnie vive cada minuto intensamente, aproveitando tudo, absorvendo tudo, prestando atenção em tudo. Ela adora fazer novas amizades caninas e se apresenta de forma tão empolgada que termina sendo muito engraçado! Bonnie é absolutamente apaixonada pela dona e pela irmã de criação, uma outra schnauzer chamada Maggie. A dona por sua vez retribui sendo extremamente dedicada às pequenas, educando-as e treinando-as com muito afinco, o que é um grande orgulho para mim. Essa família é simplesmente tudo de bom! É sempre muito prazeroso ver um dono feliz com seu cão, e vice-versa! Um super beijo e muito sucesso para vocês três!

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Segurança canina polêmica no Recife

Do site do Jornal Diário de Pernambuco, matéria de capa da edição de 10/07/2008.

Cães viram seguranças de ruas

GUARDA // Acompanhados por funcionários de empresas terceirizadas, rottweilers e pastores alemães atuam na Zona Norte do Recife

Cansados dos constantes assaltos ocorridos na porta de casa, moradores de bairros da Zona Norte do Recife estão apostando em um novo perfil de "segurança particular". Ele não reclama do trabalho, tem um faro aguçado e percebe a presença de suspeitos num raio de até um quilômetro. Para tentar diminuir a violência, casas e edifícios de Casa Forte, Rosarinho e Campo Grande decretaram a volta do cão de guarda. Treinados e acompanhados por seguranças de empresas terceirizadas, rottweilers e pastores alemães tentam intimidar a ação dos bandidos nas ruas e calçadas. Os clientes que já aderiram à moda comprovam a eficácia da medida, apesar do alto preço do serviço. O custo mensal é de, no mínimo, R$ 3 mil.

Desde que passou a contar com a presença de um rottweiler na frente de casa, o aposentado Pedro Peixoto, 74 anos, diz estar mais seguro. Morador da Rua Mário Sete, no bairro de Campo Grande, ele afirmou que os assaltos na área aconteciam a qualquer hora do dia ou da noite. "Agora, com o cachorro e o vigia andando pela calçada de tarde e de noite, os roubos diminuíram. Com os animais é mais difícil os ladrões aparecerem", disse. Ele e o vizinho, que cria outros cães, resolveram contratar os serviços de uma empresa de segurança particular há cerca de dois meses. "Foi o jeito que encontramos para garantir a nossa proteção, não é? Já cansei de chamar os policiais e eles não aparecerem", desabafou.

Além do aposentado, moradores da Rua do Chacon, em Casa Forte, e da Rua Doutor José Maria, no Rosarinho, adotaram a medida. A síndica do Edifício Emília Costa, no Rosarinho, convocou uma reunião com os representantes de outros dez prédios para implantar o sistema. "Já colocamos o sistema de câmeras, de alarme e de infravermelho. Nada adiantou. Os assaltos aqui na rua acontecem quase diariamente. Também devemos apelar para os cachorros", comentou Lídia Paredes. Cães trabalhando na segurança de pessoas já é realidade em capitais como Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR).

Segundo um dos proprietários do Canil Colosso, Marcos Aurélio Silva, a procura pelo serviço aumentou cerca de 40% nos últimos meses. A empresa atende clientes em escalas de 8h, 12h e 24h. Nesses casos, há rodízio de homens e de animais. "É bom esclarecer, no entanto, que o cachorro vai auxiliar o segurança. Primeiro o cão vai perceber a presença de pessoas estranhas. Em seguida, o homem vai perceber o comportamento do bicho e entrar em contato por rádio com os porteiros dos prédios ou os policiais que ficam nas guaritas das casas. Esses acionarão a Polícia Militar através do 190", informou.

Marcos assegurou que as ações não visam acabar com os ataques a ladrões armados, nem pôr a vida do animal em risco. Muito embora admita que os cães são adestrados e podem avançar nos bandidos. As raças mais usada são rottweiler e pastor alemão. Antes de iniciar as atividades nas ruas, os seguranças passam por treinamentos com os cachorros que variam de três dias até oito meses, de acordo com uma pesquisa feita pela equipe do Diario com firmas que atuam na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Policiamento - Garantir a segurança da população nas vias públicas é um dos deveres da Polícia Militar. Procurado pela reportagem, o comandante do Policiamento da Capital, Coronel Albino Pereira, afirmou desconhecer o serviço de vigilância com cães. E estranhou as diversas ocorrências denunciadas pelos moradores da Zona Norte. "Já temos um policiamento atuando nesta área, mas estamos levantando os horários de maior índice de ocorrências para intensificar a presença dos policiais", garantiu.


Prática é considerada ilegal

Apesar de bem intencionada, a utilização de cães nas calçadas de casas e edifícios é considerada uma prática ilegal pela Polícia Federal, instituição responsável pela organização das atividades de segurança particular no estado. Segundo o chefe da Delegacia de Segurança Privada da PF, Álvaro Lajes, o serviço é legitimado pela portaria 387/2006/ DPF quando permite a presença de cachorros adestrados nas ações de vigilância patrimonial. Ou seja, apenas no interior de residências e prédios.

"Se for exercida nas calçadas, a atividade é configurada como ilegal. Primeiro porque deixa de ser segurança privada, já que os seguranças e os cães estarão na rua. Segundo porque esse serviço está usurpando a função que deve ser exercida pela Polícia Militar do estado. Os policiais são os responsáveis pela segurança da sociedade", justificou o delegado federal. O aposentado Pedro Peixoto, morador do bairro de Campo Grande, afirmou, entretanto, que quase não existe policiamento em sua rua. "Pelo menos com o cachorro os ladrões ficam mais temerosos", disse.

Usar seguranças com cães nas calçadas é crime com detenção que pode variar de três meses a dois anos, mais aplicação de multa com valor a ser determinado pela Justiça. Além dos donos das empresas que prestam o serviço, as punições também se estendem a quem as contrata. "A Polícia Federal regulamenta a segurança particular, mas o registro das práticas ilegais fica a cargo da Polícia Civil. Quem quiser denunciar deve prestar queixa nas delegacias dos bairros", orientou.

Assim como os seguranças que fazem rondas nas ruas com cachorros, os vigilantes particulares que trabalham com armas nas calçadas também estão exercendo atividades consideradas ilegais pela PF. "Por conta da violência, isso acaba sendo uma prática comum. É muito fácil encontrar vigias noturnos, por exemplo. Mas é da Secretaria de Defesa Social (SDS) o dever de garantir o reforço no policiamento das ruas com grande índice de ocorrências", comentou Álvaro Lajes. De acordo com as leis vigentes, somente dos muros ou das guaritas para dentro das casas ou prédios é permitida a presença de homens com cães de guarda.

Serviço ainda divide opiniões

O novo serviço de segurança particular adotado por residências da Zona Norte do Recife, que utiliza cães de guarda, dividiu opiniões nas associações de defesa dos animais. Nenhum presidente de associação entrevistado pelo Diario, no entanto, foi favorável à ação sem antes fazer uma série de ressalvas. Alguns representantes, inclusive, questionaram o tratamento recebido pelos cachorros que desempenham a função de "vigilantes". Os contrários à atividade alegaram que ela deixaria o animal exposto à violência da sociedade, sujeito a pancadas e até tiros dos bandidos.

Para a presidente da Associação de Amigos Defensores dos Animais e Meio Ambiente (Aadama), Maria Padilha, os cães que atuam no setor de segurança, assim como os outros animais, devem ter o bem-estar garantido pelos criadores. "Esse cachorro deve ter uma área para se exercitar, outra para descansar durante o expediente, além de uma alimentação de qualidade. O animal também precisa de treinamento adequado para evitar incidentes com outros cachorros de menor porte ou crianças", explicou. Ela afirmou que entende o emprego dos cães de guarda, mas que os direitos deles devem ser respeitados.

A opinião de Lys Reis, membro da Associação dos Amigos e Protetores dos Animais (Aapa) é mais contundente. "Não sou a favor disso. De jeito nenhum", declarou. Ela acredita que o cachorro ficará exposto à violência. "As pessoas querem se proteger e, em nome disso, usam os animais. Mas quem vai brigar pela integridade deles? E se eles levarem um tiro dos assaltantes?", questionou.


Do site do Jornal Diário de Pernambuco, edição de 11/07/2008.

Segurança // PM coíbe guarda com cães em ruas

A Polícia Militar prometeu fechar o cerco junto às empresas de segurança particular que utilizam cães de guarda em frente a casas e edifícios de bairros da Zona Norte do Recife. A iniciativa social, tomada para diminuir o número de assaltos na região, foi tema de matéria publicada ontem pelo Diario. Apesar de bem intencionada e eficaz, de acordo com informações de moradores entrevistados, a medida é considerada ilegal pela Polícia Federal, já que garantir segurança nas calçadas é dever da PM. Por isso, ontem à noite uma guarnição policial esteve nos locais para coibir a presença de vigilantes com cachorros.

Ontem à tarde o comandante do Policiamento da Capital, Coronel Albino Pereira, convocou uma reunião com o comandante do 13º Batalhão, Major Clênio do Nascimento, para tratar do assunto. "Não tínhamos conhecimento do uso de cães nas calçadas. Montamos um esquema para investigar esses serviços e, em seguida, levaremos os casos para a Delegacia do Espinheiro", comentou o major. Ele é o responsável pela região onde estão localizados os bairros citados na reportagem (Rosarinho, Campo Grande e Casa Forte). "Se necessário, os animais que estiverem pela rua serão apreendidos pela Companhia Independente de Policiamento com Cães da PM", alertou.

A segurança particular em calçadas é crime com detenção que pode variar de três meses a dois anos, mais aplicação de multa determinada pela Justiça. Apesar de ilegal, o cão de guarda surgiu como opção da população contra a ação dos bandidos na Zona Norte. Por deficiência da PM na área. O comandante prometeu reforçar o policiamento no local. Os moradores podem repassar informações sobre as ocorrências registradas em suas ruas através do endereço eletrônico comando-13dpm@hotmail.com.

O major ressaltou que os cães, quando usados por seguranças clandestinos, também podem se tornar um perigo para a sociedade. "Imagine se um cão, que pode pesar até 70kg, entra num colapso nervoso por estresse? Ele pode atacar uma criança que estiver passando pela calçada ou estranhar e avançarem cima do próprio vigilante que o conduz", disse. Ele informou que situações como essas são comuns. Até mesmo em animais considerados dóceis, como o macaco. "É só lembrar do ataque que aconteceu no Horto de Dois Irmãos", comentou.

Em Campo Grande, rottweiler circula com um segurança pela Rua Mário Sette

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Banco de sangue precisa de doadores

Do site do Portal G1, o site de notícias da Globo.

Aberto desde fevereiro, Hemopet (no Rio de Janeiro) tem apenas 90 cães e nenhum gato cadastrado. Coleta é feita na residência do animal, sem dor nem corte de pêlos.

O sangue está em falta. E não é só o humano. Cães e gatos também costumam penar para conseguir um doador compatível. Criado no Rio em fevereiro, o Hemopet, único banco animal fluminense, até hoje não tem sequer um bichano cadastrado em seu banco e apenas 90 cachorros para atender a todo o estado do Rio.

”Trabalhávamos numa clínica veterinária de internação e era desesperador precisar de sangue e não ter. Às vezes são 24 ou 48 horas até conseguir e não há tempo hábil para salvar o animal”, explica a veterinária Luciula Moreira, de 34 anos, uma das responsáveis pelo banco carioca.

Coleta é gratuita

Ela conta que, antes do banco, a opção era procurar um cachorro de um amigo que pudesse fazer a doação. “O ruim é que, assim, não dava tempo de fazer teste no cão e colocava em risco o doador e receptor”, lembra.

Segundo a veterinária, a coleta é gratuita e feita na residência do animal, que ganha os exames completos. Já quem precisa de uma bolsa com o concentrado de sangue, precisa pagar a partir de R$ 150, dependendo da necessidade do bicho.

Com doença do carrapato, a bulldog Francesa Mel precisou de transfusão

Cães têm 12 tipos de sangue

Com 30 rottweiler no canil, o criador Thiago Bekman cadastrou seus cães no banco. “Para nós, criadores, é importante ter os exames sempre em dia”, diz ele.

De acordo com a veterinária, diferente dos humanos, os cães têm 12 tipos diferentes de sangue, o que torna a situação ainda mais difícil.

Além de acidentes, as doenças caninas que mais requerem tranfusões são a doença do carrapato, anemia, doenças renais ou baixa de proteína. No banco de sangue, os exames são feitos antes da doação e a coleta só é realizada em cachorros saudáveis, conforme a necessidade de repor o estoque.

Em gatos, a maior preocupação é a leucemia. “Várias vezes tivemos chamados e não pudemos atender. Só na semana passada foram 20 ligações precisando de sangue”, conta Luciula.

Quem pode doar

Para ser um doador é preciso ter mais de 25 kg, no caso de cães, 4 kg, para gatos. O bicho deve ter temperamento dócil, ter entre 1 e 8 anos, não ter passado por transfusões prévias e ter a vacinação e vermifugação em dia.

Para quem tem medo de transformar seu animal de estimação em doador, o Hemopet explica: a ação é indolor, feita em casa com hora e data marcadas e não requer corte de pêlo. Após a doação, segundo a veterinária, o organismo recupera o sangue doado em pouco tempo.

Serviço

O Hemopet carioca funciona 24 horas por dia na Rua das Laranjeiras 84, Largo do Machado. Dependendo da necessidade e disponibilidade, o banco realiza a entrega do sangue. Para mais informações, clique aqui ou ligue (21) 7855-8898 / (21) 7854-5433.

A rottweiler Jasmine é uma das doadoras do canil Von Bekman

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Raças caninas e a agressividade

O site do Yahoo Notícias publicou uma simplificação extrema de uma extensa pesquisa que foi conduzida recentemente na Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos, sobre a agressividade em cães e a sua relação com as diversas raças. Os resultados como apresentados no Yahoo (não sabemos se por culpa do próprio Yahoo ou do site de onde eles tiraram a notícia) são tão pobres de conteúdo que levam a conclusões erradas.

Nós da Lord Cão achamos a notícia por demais generalista e fomos buscar mais informações, antes de publicar aqui no blog. Descobrimos o site da Applied Animal Behaviour Science e nele localizamos a publicação original. O artigo na íntegra só está disponível mediante cadastro no site e pagamento de U$ 31,50 mas eles fornecem um resumo bem interessante do conteúdo. Abaixo postamos uma tradução livre do texto.

Copyright © 2008 Elsevier B.V. Todos os direitos reservados.
"Diferenças entre as raças na agressividade canina"
Deborah L. Duffy, Yuying Hsu and James A. Serpell
Aceito em 18 Abril 2008. Disponível online em 3 Junho 2008.

A agressividade canina preocupa seriamente as áreas da saúde pública e do bem-estar animal. A maior parte do que se sabe sobre as diferenças entre as raças na agressividade vem de artigos baseados em estatísticas de mordidas, casos clínicos sobre comportamento e opiniões de especialistas. Informações sobre a agressividade relacionada às raças, derivadas dessas fontes, podem levar a conclusões incorretas devido aos preconceitos associados ao maior risco de danos envolvendo raças maiores e/ou fisicamente mais fortes, e à existência de estereótipos. O presente estudo entrevistou donos de mais de 30 raças de cães usando o Questionário de Avaliação e Pesquisa Comportamental Canina (C-BARQ), um instrumento válido e confiável para avaliar as respostas típicas de cães a uma variedade de estímulos e situações comuns. Duas amostras independentes de dados (um grupo randômico de associações de criadores e um grupo coletado online) forneceram dados similares sobre as significativas diferenças entre as raças na agressividade direcionada a estranhos, aos donos e a outros cães.

Oito raças comuns aos dois bancos de dados (Dachshund, Springer Spaniel Inglês, Golden Retriever, Labrador Retriever, Poodle, Rottweiler, Pastor de Shetland e Husky Siberiano) obtiveram resultados similares para a agressividade direcionada a estranhos, a outros cães e aos donos. Algumas raças obtiveram resultados acima da média para a agressividade direcionada tanto para humanos quanto para cães (exemplo: Chihuahuas e Dachshunds), enquanto outras raças obtiveram altos índices apenas para alvos específicos (exemplo: agressividade direcionada a outros cães nos Akitas e Pit Bull Terriers). No geral, a agressividade se mostrou mais severa quando direcionada a outros cães, em seguida a estranhos e aos membros da família. As raças com o maior percentual de cães exibindo séria agressividade (mordidas ou tentativas de mordidas) direcionada a humanos incluem Dachshunds, Chihuahuas e Jack Russell Terriers (direcionada a estranhos e aos donos); Australian Cattle Dogs (direcionada a estranhos); e Cocker Spaniels Americanos e Beagles (direcionada aos donos). Mais de 20% dos Akitas, Jack Russell Terriers e Pit Bull Terriers apresentaram séria agressividade direcionada a cães desconhecidos. Golden Retrievers, Labrador Retrievers, Bernese Mountain Dogs, Brittany Spaniels, Greyhounds e Whippets foram os que demonstraram menos agressividade tanto direcionada a pessoas quanto a outros cães. Entre os English Springer Spaniels, os cães criados para conformação apresentaram mais agressividade direcionada a humanos e cães do que aqueles criados para o trabalho, sugerindo uma influência genética no comportamento. O padrão oposto foi observado entre os Labrador Retrievers quanto à agressividade direcionada aos donos, indicando que níveis mais altos de agressividade não são atribuíveis somente à criação para exposições.

PS: É importante salientar que a pesquisa foi conduzida nos Estados Unidos, país que possui um plantel bem diferente do brasileiro, tanto nas raças mais freqüentes quanto nos padrões de temperamento dentro da mesma raça. Um exemplo típico é que lá os Cocker Spaniels Americanos são esmagadoramente mais populares do que os Cocker Spaniels Ingleses.

Para ler mais, visite o site do Discovery News e o Blog do Discovery News, ambos em inglês.


UPDATE: Abaixo está a reportagem publicada na Folha Online em 21/07/2008 sobre esse assunto. Eles não cometeram os mesmos erros do Yahoo, pois foram mais a fundo na matéria e mostraram os resultados da pesquisa vistos por um ângulo bem mais amplo.

Nem pit bull nem rottweiler. O cão mais feroz do mundo é o dachshund, mais conhecido no Brasil como salsicha ou cofap. Segundo uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, um em cada cinco representantes dessa raça já atacou ou tentou atacar estranhos, sendo que um em cada 12 avançou contra os próprios donos.

A vice-liderança dos bravos não é menos curiosa. Atrás do simpático salsichinha, está o chihuahua. A raça é a menor do mundo (dentre as raças reconhecidas), mede entre 15 cm e 23 cm. É chamado de "o rei dos toys", mas apresenta na pesquisa alta taxa de ataques a estranhos. Os menos agressivos, de acordo com o estudo são: bernesses, golden retrievers, labradores, são-bernardos, britanny spaniels e greyhounds.

As raças com fama reconhecida de maus, como pit bulls e rottweilers, apresentaram média de agressividade considerada normal, ou baixa, no que diz respeito a ataques contra estranhos. O levantamento norte-americano foi feito com 6.000 proprietários de cachorros de 30 raças diferentes durante dois anos. O estudo será publicado na próxima edição da "Applied Animal Behavior Science", respeitada publicação da área.

O pit bull acabou redimido pela pesquisa. Só entra em sexto lugar na lista dos mais agressivos por ter alta taxa de investida contra outros cães (22%). A favor da raça que já esteve envolvida em vários casos de grande repercussão e até com vítimas fatais, os 6,8% de ataque contra estranhos é pequeno em comparação com os 20,6% do dachshund. A diferença, claro, está na força do golpe. "Uma mordida de um pit bull sempre causa mais estragos, ao contrário de uma de um dachshund", diz James Serpell, diretor do Centro para a Interação dos Animais e Sociedade da Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Pensilvânia.

O resultado surpreendeu até os pesquisadores. "Não esperávamos que as raças consideradas agressivas apresentassem números de ataques abaixo da média e os 'fofinhos', acima", diz ele. Os pesquisadores alertam sobre a diferença dos resultados da nova pesquisa comparados a outros levantamentos que usam estatísticas médicas de mordidas. Como os ataques de cães maiores costumam causar ferimentos mais graves que os menores, os números são distorcidos. "Quando um cachorro grande é agressivo, o estrago é proporcional", pondera James. "Chegamos à conclusão de que as pessoas são mais indulgentes com agressões de animais pequenos."

Dachshund, mais conhecido no Brasil como salsicha ou cofap, é campeão de ataques a pessoas, diz pesquisa nos Estados Unidos

A pesquisa identificou uma forte relação entre agressividade e medo. De acordo com o pesquisador, os animais que mais atacam estranhos são os que sentem mais medo. É o caso do chihuahaua. "Eles agridem porque se sentem ameaçados. Deve ser assustador ser um minúsculo 'chihu'. Tudo é gigante para ele", justifica James.

Os animais foram avaliados em relação a ataques ao dono, a estranhos e a outros animais. O resultado apontou enorme diferença entre raças e o tipo de ataque. "O akita é a raça mais agressiva com outros cachorros, mas pouco agressiva com seres humanos", compara o pesquisador.

Moda canina

Alexandre Rossi, zootecnista e mestre em psicologia animal pela USP, avaliou a pesquisa a pedido da Revista. Para ele o estudo é importante, mas aponta limitações. "Há uma variação enorme entre linhagens e localidades", explica. O especialista afirma ainda que a pesquisa falha ao não considerar o perfil do dono. "O comportamento dos proprietários é o que define o comportamento dos animais", resume.

Ele garante que a popularização das raças segue modismos. As preferências têm a ver com interesses, profissão, estilo de vida e idade dos donos. São características que determinam também a personalidade dos animais. Os cães acabam desenvolvendo comportamentos parecidos com os humanos. Donos permissivos criam cães sem limites. Donas que gritam levam seus cães a reagirem com histeria.

Tanto o especialista americano quanto o brasileiro concordam, porém, que atacar os próprios "pais" pode ser um sinal de excesso de mimos e passividade na relação com os pets. "O 'efeito proprietário' é o que realmente define a agressividade e todos os problemas comportamentais", resume Alexandre.

O novo vilão do mundo animal ficou famoso no Brasil depois de protagonizar uma série de comerciais. O salsichinha sempre aparecia ajudando a família. Em um dos filmes, ele chegava a deitar na frente do carro para impedir que seus donos viajassem. É difícil mesmo imaginar que o mimo de hoje pode virar a mordida de amanhã (acreditem-me, o mimo em excesso não só pode como efetivamente vira mordida em boa parte dos cães, principalmente nos dominantes).

Veja os seis primeiros colocados do ranking:

1º - Dachshund
- Porte: cerca de 35 cm (o peito) e 7 kg
- Temperamento: amigável, nem nervoso nem agressivo
- Agressividade: 20,6% atacaram estranhos; 5,9%, os donos; 17,6%, outros cães
- Detalhe: é o que mais ataca pessoas

2º - Chihuahua
- Porte: cerca de 15 cm e entre 1,5 kg e 3 kg
- Temperamento: rápido, alerta, cheio de vida e muito corajoso
- Agressividade: 16,1% atacaram estranhos; 5,4%, os donos; 17,9%, outros cães
- Detalhe: é o que mais sente medo

3º - Jack russell terrier
- Porte: de 25 cm a 30 cm e entre 5 kg e 6 kg
- Temperamento: alerta, inteligente, destemido e amigável
- Agressividade: 7,7% atacaram estranhos; 3,8%, os donos; 21,8%, outros cães
- Detalhe: terceiro na lista de ataque a cães

4º - Akita
- Porte: cerca de 65 cm e entre 35 kg e 40 kg
- Temperamento: decidido e reservado, mas domina outros cães
- Agressividade: 3% atacaram estranhos; 1%, os donos; 29,3%, outros cães
- Detalhe: é o que mais ataca outros animais

5º - Pastor australiano
- Porte: de 46 cm a 58 cm e entre 18 kg e 30 kg
- Temperamento: corajoso, leal e afetuoso
- Agressividade: 6,2% atacaram estranhos; 0,6%, os donos; 14,7%, outros cães
- Detalhe: ataca dez vezes mais estranhos do que os donos

6º - Pit bull
- Porte: de 46 cm a 56 cm e entre 16 kg e 25 kg
- Temperamento: resistente, autoconfiante e alegre
- Agressividade: 6,8% atacaram estranhos; 2,3%, os donos; 22%, outros cães
- Detalhe: é a segunda raça mais agressiva com outros cães

Chihuahua ficou na vice-liderança do ranking de ferocidade; raça é a menor do mundo (dentre as raças reconhecidas), com animais medindo entre 15 cm e 23 cm