Animais são fiéis companheiros também no mundo da ficção
Por essa, nem os vilões mais temidos do universo esperavam. Até mesmo o super-herói mais famoso do mundo precisa de um bichinho. Durante décadas, o Super-Homem foi o único sobrevivente do planeta Krypton. Um solitário, sem ninguém para compartilhar suas experiências de voo, invulnerabilidade, visão de calor e outras "cositas". Até que entrou em cena Krypto, o supercão.
Isso foi em 1955. De lá para cá, o supercão chegou a ganhar desenho animado e uma revista em quadrinhos só com as suas aventuras. Depois de um período sumido, os roteiristas o devolveram às aventuras do homem de aço com um papel de destaque.
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Não é preciso ter superpoder para ser um animal querido. Afinal, para você compartilhar sua noite de núpcias com alguém, além de sua noiva ou noivo, tem que ser alguém por quem se tem muito afeto. Foi o que aconteceu com o cavalo Herói e o lobo Capeto. Quando o Fantasma, o "espírito que anda", se casou com Diana Walker, os bichos acompanharam o casal a uma praia paradisíaca na noite de núpcias.
E a lista de animais nos quadrinhos é praticamente tão grande quanto a de protagonistas: Cebolinha e Floquinho; Tarzan e Chita; Aquaman e seus cavalos-marinhos gigantes.
Há alguns animaiszinhos que, de tão carismáticos, deixaram para trás o papel de coadjuvantes para ser estrelas de suas próprias aventuras. Snoopy é, talvez, o maior de todos os exemplos. Outros já nasceram com séries próprias, como o Pato Donald e o Mickey.
O homem mais rápido do mundo, The Flash, tem como um de seus mais perigosos adversários Grood, um gorila inteligente.
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Samurai-coelho
Um dos animais mais famosos foi Howard, o Pato, cujo criador, Steve Gerber, morreu no ano passado. Nos anos 80, Howard, que nos quadrinhos fazia uma crítica social, virou filme, no qual ficou com a mocinha no final! Durante a eleição presidencial de 1976, apuradores se depararam com muitos votos para Howard escritos à mão.
Um romance gráfico que tem animais como protagonistas teve a distinção de ser o único quadrinho a ganhar um Pulitzer. Trata-se de "Maus", no qual o autor, Art Spiegelman, reconta a história de seu pai, judeu, em uma Alemanha nazista. Os judeus são caracterizados como ratos, os nazistas, como gatos, e os poloneses, como porcos. O desenho ajuda a suavizar a trama, naturalmente bastante pesada.
Na linha de animais antropomórficos, há ainda o samurai-coelho Usagi Yujimbo e os ratinhos guerreiros de Mouse Guard, bonitinhos, mas muito violentos. Sem falar nas famosas tartarugas ninja, Michelangelo, Leonardo, Donatello e Rafael.
Filho único, Calvin, personagem da popular tira de Bill Waterson, tem como companhia constante o tigre Haroldo, com quem discute, briga, faz carinho e que o deixou desesperado por achar que o bicho tinha fugido. Na verdade, Calvin havia perdido Haroldo, já que se trata de um tigre de pelúcia, animado pela imaginação de seu arteiro dono. (*Adoro* as tirinhas de Calvin e Haroldo!)
Tudo bem, até mesmo o mais poderoso dos heróis, o Super-Homem, entenderia a necessidade de Calvin ter um bichinho.
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